Pedro Venceslau
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Pedro Venceslau

Pós-graduado em política e relações internacionais, foi colunista de política do jornal Brasil Econômico, repórter de política do Estadão e comentarista da Rádio Eldorado

“Governo federal também quer remover famílias do Moinho”, diz secretário

À CNN, secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de SP, Marcelo Branco, afirma que Ministério das Cidades está empenhado em encontrar solução para a comunidade

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Após criticar a União pela falta de cooperação na remoção das famílias da Favela do Moinho, o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de São Paulo, Marcelo Cardinale Branco, se aproximou do ministro das Cidades, Jader Filho, com quem busca uma parceria para atuar na comunidade.

“O governo federal também quer remover as famílias do Moinho. Tirar as pessoas de lá é um consenso com o governo federal. Tenho certeza de que o ministro Jader está empenhado em chegar a uma solução”, disse o secretário à CNN.

Após o governo começar a retirar as famílias da favela, que fica localizada entre os trilhos da CPTM, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) afirmou por meio de nota que “a principal preocupação é onde as famílias serão realocadas”, e que “as informações até agora disponíveis ainda não são claras sobre o endereço efetivo e o prazo de entrega dessas unidades”.

O plano do governo de São Paulo para a remoção das famílias que vivem na Favela do Moinho tem gerado discussões com movimentos sociais e com o governo federal, dono da maior parte do terreno onde está localizada a comunidade.

A ideia da gestão Tarcísio de Freitas é reestruturar a área e construir um parque no local. Para isso, o local precisa ser cedido pela União, que questiona as garantias para o realojamento das famílias.

Branco disse à CNN que o governo paulista respondeu na semana passada ao ofício da SPU com um relatório detalhado sobre a estratégia para remover as famílias.

Ainda segundo o secretário, entre 40 e 50 imóveis da região foram alugados para “operações criminosas” e traficantes continuam atuando no local mesmo após a prisão de Leo Moinho, apontado como líder do PCC na favela.