Pedro Venceslau
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Pedro Venceslau

Pós-graduado em política e relações internacionais, foi colunista de política do jornal Brasil Econômico, repórter de política do Estadão e comentarista da Rádio Eldorado

Hugo atribui a protocolo ação contra jornalistas no plenário

Presidente da Câmara se reuniu com representantes do Comitê de Imprensa da Casa

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta  • 02/04/2025 - Reuters/Ueslei Marcelino
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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), culpou o protocolo da Polícia Legislativa e disse que não deu ordens para a expulsão de jornalistas do plenário no momento da retirada do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) de sua cadeira.

Hugo deu as explicações em uma reunião na quinta-feira (11) com representantes do Comitê de Imprensa da Casa.

Os jornalistas disseram ao presidente da Câmara que imagens comprovam o tratamento violento de agentes de segurança da Polícia Legislativa Federal contra profissionais de imprensa no dia 9 de dezembro.

O deputado da também foi informado que agressões físicas foram antecedidas pelo corte do sinal da TV oficial da Câmara dos Deputados.

Em nota, a direção do Comitê de Imprensa afirmou que as agressões aos profissionais de imprensa no interior da Câmara “não fazem parte de um episódio, mas de uma escalada de violência”.

No dia 26 de agosto, o Comitê reuniu-se com representantes da Polícia Legislativa, chefia de gabinete da Primeira Secretaria, e Polícia Legislativa para falar sobre episódios de violência praticados contra jornalistas.

Hugo afirmou no encontro que determinou ao primeiro secretário, Carlos Veras, para que suspendesse a sessão.

Segundo o presidente da Câmara, Veras estava na mesa tentando convencer Glauber a deixar a cadeira da presidência.

O primeiro secretário, então, suspendeu a sessão e, ato contínuo, a TV Câmara cortou o sinal e automaticamente iniciou a transmissão da Comissão de Saúde.

Sobre o protocolo de esvaziamento do plenário, Hugo afirmou aos jornalistas que não tinha conhecimento que englobava a retirada de profissionais.

Quando soube, disse que solicitou ao Depol que a imprensa retornasse, mas não foi possível por não estar previsto no protocolo.

O deputado prometeu estudar mudanças nestas orientações de modo a não restringir a presença de jornalistas no plenário e na galeria, pediu desculpas pelas agressões aos jornalistas e enumerou dois procedimentos abertos.