Mundim: Discurso de Trump e eventual diálogo com Lula movimentam mercado
Rita Mundim, colunista do CNN Money, destaca como falas de líderes na Assembleia Geral da ONU e ata do Copom impulsionaram economia doméstica
As falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Donald Trump, presidente dos EUA, durante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), tiveram tom ameno e impulsionam os ganhos do índice Ibovespa e do real frente ao dólar nesta terça-feira (23).
A análise foi feita ao CNN Money pela comentarista de Economia da CNN, Rita Mundim, que estreou nesta terça o quadro Insights do Mercado. A economista estará todos os dias na programação do CNN Money, sempre às 12h30, abordando os cenários macroeconômicos e suas variáveis, assim como os reflexos das ações e reações do mercado que afetam milhares de brasileiros.
Ela aponta que o discurso firme do líder brasileiro não atacou nem citou nominalmente Trump, o que fez o índice acionário brasileiro subir.
O clima entre Brasil e EUA na Assembleia Geral da ONU também leva o mercado a acreditar numa possível mudança na relação entre os países, segundo a comentarista.
"Em 20 segundos, Lula mudou a postura do Trump em relação a ele e ao tarifaço no Brasil. Vamos ver se vem alguma negociação para diminuir as tarifas, quem sabe voltar aos 10%", pontua Mundim.
A sinalização de que o presidente norte-americano se reunirá com Lula na próxima semana são uma "luz no fim do túnel" para negociações comerciais entre os países, para a comentarista.
Ela pondera que, em meio ao cenário positivo, os juros futuros ainda não cedem devido à ata do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta terça. Isso porque o o documento cita uma nova fase da política monetária, em que o Banco Central deve manter a taxa Selic elevada por algum tempo.
No cenário internacional, a comentarista destaca o discurso duro de Donald Trump em relação à Rússia e China, no que diz respeito à compra de petróleo russo, impactando o preço da commodity.
"Quando Trump foi mais duro, o preço do barril de petróleo foi para a Lua", indicou Mundim.



