Mundim: Governadores tiram estatais do sufoco no 1º trimestre
Estatais federais tiveram déficit de R$ 1,7 bilhão no período; na contramão, estaduais tiveram superávit de R$ 1 bilhão
As estatais brasileiras acumularam déficit de R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre. A comentarista de Economia da CNN, Rita Mundim, reforçou que o prejuízo foi contido pelas empresas estaduais.
Enquanto as federais tiveram déficit de R$ 1,7 bilhão e as municipais de R$ 555 milhões no período, as estatais estaduais foram na contramão e tiveram superávit de R$ 1 bilhão.
Mundim questionou o fato de os negócios dessas estatais -- em grande maioria ligados à infraestrutura -- serem, em teoria, lucrativos. "Como os prejuízos vão se acumulando? Simplesmente uma questão de gestão", ponderou a comentarista.
"Quando a gente vai para governos estaduais, você tem estados grandes no Brasil com uma pegada, um viés mais liberal. Você nao tem esse uso das estatais de uma forma social. A estatal tem que dar lucro", refletiu.
A economista ressaltou que quando uma empresa governamental tem prejuízo, quem paga pelo "rombo" é o contribuinte.
No comparativo entre os resultados dos primeiros trimestres dos últimos anos, ela apontou que houveram superávits nos exercícios de 2020 a 2022, e que os déficits começaram a partir de 2023. Reforçou ainda que as perdas são puxadas pelas estatais federais, destacando a queda de 70% no lucro da Petrobras em 2024.
"Esse rombo das estatais federais preocupa porque vem crescendo. [...] Isso é gestão, isso é a forma de lidar com o negócio publico. Nao é porque a empresa é majoritariamente do governo municipal, do estadual ou do federal que ela tem que ser usada -- ou mal usada -- para uso político, para superfaturamento, cabide de empregos, etc. e tal. É preciso gestão, transparência na gestão das empresas públicas", afirmou.



