Rita Mundim
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A comentarista de economia da CNN é especialista em Mercado de Capitais pela UFMG e em Ciências Contábeis pela FGV. Em 2024, ganhou o prêmio de Influenciadora Coop da Organização das Cooperativas Brasileiras.

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Mundim: Governo insiste em caminho errado e instiga instabilidade política

"A resposta é simples: cortar gastos. Mas o governo não quer conversar sobre isso às vésperas de ano eleitoral", aponta comentarista de economia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta  • Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/ Reprodução: Flickr
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Em entrevista à TV Bahia, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a decisão de recorrer o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) ao STF (Supremo Tribunal Federal) dizendo que seria incapaz de governar se não seguir por esse caminho.

"Se eu não entrar com recurso no Poder Judiciário, se eu não for à Suprema Corte [...] eu não governo mais o país, cara. Cada macaco no seu galho. Ele [Congresso Nacional] legisla, eu governo, sabe?"

Ao ouvir isso do petista, "cada macaco no seu galho", nesta quarta-feira (2), Rita Mundim, comentarista de economia da CNN, retomou o clássico "República das Bananas" para se referir à realidade do Brasil.

"[As Repúblicas das Bananas] são repúblicas onde você tem uma classe trabalhadora muito pobre e elites governam, sejam políticas, militares ou empresariais. Mas elas são marcadas, sobretudo, por instabilidade política", ponderou Mundim ao CNN Arena.

"Ao judicializar, ao ir atrás de outro poder, você cria um climão entre os poderes, que deveriam ser harmônicos. [...] O que a gente está vendo é um acirramento nesse confronto entre os poderes, e quem perde somos nós, que como sempre vamos ter de pagar a conta", pontuou.

Para Mundim, está claro que o governo vai ditar o equilíbrio das contas públicas pelo lado de elevar a arrecadação. Porém, vê o Congresso Nacional representando a vontade do povo ao notar que cerca de 80% dos deputados federais votaram pela derrubada do decreto que elevou o IOF.

Isso mostra, para ela, como o governo insiste na "direção errada" e que "falta conhecimento sobre gestão pública" por parte do Executivo e de sua equipe econômica ao ver a receita como o único caminho para sanar o impasse fiscal.

"A resposta é simples: cortar gastos. Mas o governo não quer conversar sobre isso às vésperas de ano eleitoral", concluiu Mundim.

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