Stêvão Limana
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Stêvão Limana

Jornalista formado pela UFSM. Na TV há seis anos em coberturas políticas e econômicas. Fora das telas, pós-graduado em enologia, sommelier profissional e colunista de vinhos e gastronomia.

Agro amplia presença no Senado e Lupion deixará comando da FPA em 2027

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária diz à CNN que sucessão será definida em março; grupo terá cerca de 50 senadores no novo mandato

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O deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR) deve deixar a presidência da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) em 2027, apesar de ter sido reeleito para a Câmara.

Em entrevista ao CNN Agro News, Lupion afirmou que a sucessão será discutida em março do próximo ano, ao mesmo tempo em que a bancada ligada ao agro terá uma nova composição no Congresso, com aumento da presença no Senado. Pelo regulamento interno, Lupion não pode ser reeleito mais uma vez.

“Quando eu digo que eu não serei mais presidente da FPA, claro que não é uma questão de eu não querer ser. Eu adoraria continuar, óbvio. Eu acho incômodo, não acho certo eu continuar como presidente da FPA no próximo mandato. Acho que a gente tem que oxigenar, passar para frente, entregar para as próximas pessoas”, disse.

Segundo Lupion, a discussão sobre o sucessor já está em andamento e um dos nomes trabalhados é o do deputado Zé Vitor (PL-MG), que também foi reeleito para a Câmara. A definição, no entanto, deve ocorrer apenas em março, quando a nova legislatura já estiver em andamento.

A eleição também alterou a composição da representação do agro no Senado. Lupion afirmou que 18 deputados ligados à FPA foram eleitos para a Casa e que, considerando os novos parlamentares que poderão integrar a frente, o grupo poderá chegar a cerca de 50 senadores.

Na Câmara, Lupion afirmou que a FPA deverá manter uma representação ampla. Segundo ele, cerca de 333 das 513 cadeiras da Casa estarão alinhadas à frente parlamentar.

A nova composição coloca no centro do Congresso temas que afetam diretamente o custo e a capacidade de investimento do setor agropecuário. Crédito rural, seguro agrícola, renegociação de dívidas, tributação, infraestrutura e comércio exterior estão entre as pautas que podem depender da articulação entre Executivo e Legislativo.

O crédito ganhou peso especial para o setor após as dificuldades financeiras enfrentadas por produtores em diferentes regiões do país. O governo editou em julho uma medida provisória para a renegociação de dívidas rurais, mas a aplicação das regras tem enfrentado dificuldades e o Congresso ainda deverá discutir mudanças no mecanismo.

No caso da tributação, a reforma dos impostos também terá efeitos sobre as cadeias de produção e comercialização do agro, enquanto questões de infraestrutura e comércio exterior têm impacto direto sobre os custos de escoamento e a competitividade das exportações brasileiras.