Tainá Falcão
Blog
Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Empresários brasileiros aguardam definições de exceções em novo tarifaço

Setores avaliam influência de empresas americanas

Compartilhar matéria

O setor produtivo brasileiro aguarda a definição de quais produtos ficarão isentos das novas tarifas de 25% que os Estados Unidos devem aplicar sobre produtos brasileiros.

Conforme antecipado pela CNN, o chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), Jamieson Greer, disse a interlocutores do governo Lula que já levou para o presidente Donald Trump a recomendação final de um novo tarifaço sobre produtos brasileiros, mas sinalizou um aumento da lista de exceções.

Greer disse que não haverá uma "lista dinâmica" de exceções às novas tarifas, ou seja, diferentemente das alíquotas aplicadas em 2025, não haverá aumentos graduais da lista de produtos isentos.

José Velloso, presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), que participou da audiência pública do USTR, aposta que o setor de máquinas e equipamentos estaria entre os setores preservados de uma eventual tarifa.

Apesar da projeção, o empresário afirma que o cenário ficou menos previsível após a mobilização de representantes brasileiros e de empresas americanas durante a consulta pública da USTR.

“As participações brasileiras na audiência pública da USTR, em Washington, foram muito positivas. A reação do setor privado norte-americano também foi muito boa. Tendo em vista que conseguimos mover o setor privado em nosso favor, com bastante participação deles, fica mais arriscado um palpite.”, disse.

Na avaliação de Velloso, embora a aposta seja de que uma eventual tarifa de 25% recaia apenas sobre os produtos fora das exceções, a situação ainda está em aberto.

“Na minha opinião, a situação está indefinida. Mas o palpite seria 25% para cerca de 21% das exportações”, afirmou.

Um levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria) indica que, caso as taxas de 25% e 12,5% entrem em vigor, cerca de 4,1 mil produtos exportados pelo Brasil serão afetados.

O volume representa US$ 14,9 bilhões em exportações para a balança comercial.

A confederação alerta ainda que a taxação em cima dos produtos brasileiros deve atingir os 37,5%.

Isso porque, além da tarifa adicional de 25% com base nos termos da Seção 301, o USTR propõe uma sobretaxa de 12,5% por conta de uma investigação sobre trabalho forçado em quase 90 países - incluindo o Brasil.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais