Análise: até Vorcaro entrou no debate do Ceará entre Ciro e Elmano
Candidatos disputaram ao vivo passado e presente do estado sem desviar de acusações

No último debate antes do primeiro turno, nesta terça (29), na TV Verdes Mares (afiliada da Rede Globo), os dois principais candidatos ao governo do Ceará não deixaram passar o assunto “pop” do momento: o escândalo do Master e o folclórico ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Após ouvir sobre uma série de acusações já conhecidas sobre corrupção no PT, Elmano de Freitas atualizou o ataque ao recordar que Ciro Gomes (PSDB) se encontrou com o ex-dono do Banco Master.
Ao minimizar o encontro, assim como todos os outros políticos que já estiveram com o ex-banqueiro, Ciro devolveu o problema ao citar Chiquinho Feitosa, aliado do grupo político de Camilo Santana e de Elmano. O empresário teria tratado de assuntos do Master com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
A troca de acusações sobre a proximidade com o ex-banqueiro nos dá um breve resumo do que aconteceu nesta noite, no Ceará.
Entre acusações e críticas, Ciro e Elmano passaram boa parte do debate duelando sobre passado e presente.
Ciro recorreu à própria passagem pelo governo para defender que o estado retrocedeu, enquanto Elmano sustentava que o Ceará avançou com ele.
Como de costume, o ex-governador explorou a presença das facções criminosas no estado, crescimento que atribuiu ao governo de Elmano. “Se pode fazer, por que ainda não fez?”, insistiu diante das promessas do opositor para área da segurança.
Ao mencionar emprego e renda, Elmano defendeu sua gestão na criação de 193 mil postos de trabalho com carteira assinada e comparou o resultado aos cerca de apenas 40 mil postos gerados durante o governo Ciro.
Ciro rebateu citando um estado mais pobre com 4,2 milhões de pessoas vivendo com menos de R$ 600 por mês e cerca de 890 mil com menos de R$ 180.
Lula também entrou nesse campo de batalha puxado por Elmano em quase todas as falas, o que lhe rendeu a pecha, pelo adversário, de “puxa-saco” do presidente da República
Ciro não atacou Lula, mas tampouco assumiu a família Bolsonaro e neoaliados da direita, como alternativa, e cobrava por um debate propositivo.
Entre propostas, críticas e ataques, Ciro e Elmano propuseram ao eleitor escolhas completamente diferentes para o mesmo estado.



