Lula admitirá alto custo de vida e gravará campanha em casa de apoiadores
Presidente pretende reconhecer insatisfação com preços e culpará Bolsonaro
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma nova ofensiva para atrair o eleitor insatisfeito com o custo de vida na reta final do segundo turno. A estratégia prevê gravações na casa de eleitores, quando o petista deverá reconhecer dificuldades das famílias, especialmente, com os preços dos alimentos e o endividamento.
A orientação é não minimizar a percepção de que os preços continuam altos, mas apresentar explicações para o cenário econômico e reforçar o compromisso de um próximo governo com a melhoria do poder de compra da população.
Lula começou a adotar esse discurso nesta segunda-feira (12), ao reconhecer publicamente que os brasileiros têm motivos para reclamar dos preços.
“Eu acho que o povo tem razão de dizer: ‘Olha, estão caras as coisas’. E nós vamos ter que encontrar um jeito de fazer com que as coisas fiquem baratas. Não tem meia conversa nisso”, afirmou o presidente após participar de uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, no Palácio da Alvorada.
Nas peças eleitorais, a campanha pretende argumentar que o cenário internacional, marcado por guerras e conflitos, dificultou a redução dos preços no Brasil. Além de investir em comparações com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), destacando que a inflação foi maior durante a gestão de seu adversário político.
Outro eixo da estratégia será ampliar a divulgação do Desenrola 3, programa de renegociação de dívidas e um pacote anunciado a empreendedores com previsão de perdão de dívidas.



