Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Alcolumbre aposta que STF derrubará prorrogação de CPMI do INSS

Presidente do Senado e aliados criticam invasão de prerrogativas

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e seu entorno apostam que o STF (Supremo Tribunal Federal) deve derrubar a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prorrogação da CPMI do INSS.

No próprio STF, uma ala de ministros avalia, sob reserva, que a decisão de Mendonça deve ser desfeita com argumento de que a Corte se intrometeu em um assunto interno do Senado.

Nesta quinta (26), ministros analisam a liminar concedida por Mendonça, que deu prazo de 48h para o Congresso viabilizar a extensão dos trabalhos da CPMI do INSS ou a continuidade automática dos trabalhos, em caso de descumprimento.

No Senado, aliados de Alcolumbre avaliam que há maioria no STF para reverter a decisão. A leitura é também de que a medida do ministro ultrapassou os limites do Judiciário ao interferir em competências internas do Legislativo.

A avaliação é de que cabe exclusivamente à Mesa Diretora decidir sobre o andamento de pedidos como o de prorrogação da CPMI. A decisão de Mendonça, no entanto, teve como base o entendimento de que a minoria parlamentar tem direito à prorrogação de CPIs, desde que cumpridos os requisitos legais. Além de justificar que a eventual omissão da Mesa não poderia impedir esse direito.

Nos bastidores, senadores têm recorrido a um precedente do próprio STF para sustentar a tese de que a Corte deve recuar.

Em 2016, o então ministro Marco Aurélio Mello concedeu liminar determinando o afastamento do então presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL). A maioria do plenário do STF revogou a decisão, sob o argumento de que não caberia ao Judiciário interferir diretamente no funcionamento interno do Legislativo.

Diante do impasse, Alcolumbre optou por não cumprir imediatamente a determinação e aguardar o julgamento do STF antes de responder publicamente a Mendonça.