Aliados de Lula reclamam da comunicação do governo
Conselheiros do presidente avaliam que é preciso explicar melhor programas à população
As recentes pesquisas - Genial Quaest e Atlas - indicando piora da aprovação do governo acenderam o alerta vermelho no entorno do presidente Lula.
Avaliação de antigos conselheiros do presidente é que o governo precisa comunicar melhor à população sobre programas da nova gestão.
Um auxiliar do presidente criticou, por exemplo, a campanha da dengue, do Ministério da Saúde.
A pasta de Nísia Trindade optou pelo início da vacinação pelo SUS com vacinas suficientes apenas para atender apenas 10% dos municípios brasileiros.
A baixa dosagem do imunizante gerou críticas da oposição e o governo precisou se explicar.
A dificuldade da esquerda de usar as redes sociais para propagar melhor suas ideias ainda é uma pendência, avaliam fontes próximas a Lula, que defendem o uso da “criatividade” e do “humor” e “memes” para embates com a direita.
Outra discussão recente diz respeito a demora do governo em se reposicionar sobre a fala do presidente Lula que relaciona as mortes em Gaza à Hittler.
As pesquisas sobre o governo mostram que a rejeição entre o público evangélico cresceu diante da investida do presidente, embora direcionou o discurso contra o governo de Netanyahu, mas não recuou do que disse antes.
Recentemente, Lula dividiu com aliados a intenção de convidar evangélicos para um encontro no Palácio do Planalto. A ideia também se estende a empresários do Agro, outro setor ainda distante do governo. Ainda para conselheiros do presidente, o governo deve ser mais objetivo, “criar fatos”, em vez de se pautar por eles.
No final do ano passado, Lula demonstrou incômodo com a publicidade de bandeiras e programas do governo. Na última reunião ministerial, pediu aos ministros que divulgassem melhor projetos de suas respectivas pastas.



