Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Brasil consultará outros países sobre Conselho de Trump para Gaza

Itamaraty discutirá condições para ingresso antes de decisão de Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia com cautela o convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o Brasil integrar o Conselho de Paz para Gaza.

A proposta não chegou de forma detalhada para o governo, mas o Brasil já busca entender melhor o funcionamento do comitê para tomar uma decisão.

Nos próximos dias, o governo deve consultar outros países com posição semelhante ao Brasil em defesa de Gaza.

Com os americanos, a diplomacia brasileira quer saber quais são objetivos do grupo, as condições para atuação de cada país, a definição sobre quem participa e os critérios para tomadas de decisões.

No Palácio do Planalto, auxiliares de Lula no âmbito internacional alertam para o risco de um maior esvaziamento do papel da ONU na mediação de conflitos.

A Casa Branca não deixou claro como o Conselho se articularia com iniciativas já existentes no âmbito da ONU.

Trump tampouco apresentou regras objetivas sobre a operação do Conselho nem apontou quais compromissos os países-membros devem assumir.

Além do Brasil, os Estados Unidos convidaram a Argentina, Canadá, Egito, Paraguai e Turquia para participar com a promessa de que novos integrantes serão anunciados nas próximas semanas.

De saída, diplomatas brasileiros reclamaram da ausência de representantes palestinos, inclusive da Autoridade Palestina, e ainda a falta de coordenação prévia com Israel.

Fontes que acompanham a investida de Trump não entendem ainda como será a contribuição financeira dos membros.

O custo pode chegar a US$ 1 bilhão para países que desejem um assento permanente de longo prazo.

Por enquanto, o Brasil não tem um prazo para decidir sobre o convite até que a proposta seja oficializada.