Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Gonet diz que cumprirá mandato na PGR até final de 2027

Procurador-Geral rejeita antecipar saída do cargo

A hipótese de uma saída antecipada do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, passou a circular em meio à discussão sobre quem comandaria a instituição durante um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).

À CNN, o PGR negou que esteja planejando deixar o cargo antes de dezembro de 2027, data do fim de seu mandato.

“Não existe essa possibilidade”, disse.

Gonet pretende cumprir integralmente o mandato, independentemente do resultado da eleição. Na avaliação de fontes próximas ao PGR, deixar o cargo em razão de uma mudança no Planalto significaria ceder à pressão política incompatível com a autonomia da PGR.

A escolha de quem assumirá a cadeira do PGR caberá ao presidente da República e precisará ser aprovada pelo Senado. O chefe do Executivo não é obrigado a seguir a lista tríplice organizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República.

O nome do ex-PGR Augusto Aras ainda é lembrado por uma ala do bolsonarismo, mas tratado como uma carta fora do baralho por integrantes da PGR.

Aras foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2019, fora da lista tríplice da categoria, e reconduzido pelo então presidente em 2021.

Depois da derrota de Bolsonaro em 2022 e na reta final de seu segundo mandato, Aras fez movimentos de aproximação com o novo governo Lula.

Na leitura de integrantes da PGR, essa mudança de posição reforçou a percepção de que Aras procurava ser reconduzido ou influenciar a escolha de seu sucessor. Lula, no entanto, optou por Paulo Gonet.

Outro nome que surge nos bastidores é o da ex-vice Procuradora-Geral Lindôra Araújo. Aliados recordam que ela deve se aposentar compulsoriamente antes de dezembro. Lindora porém deve ter influência sobre a escolha de Flávio caso o candidato do PL vença a eleição.