Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Governistas defendem que Lulinha atue para blindar Lula

Orientação é para que filho do presidente puxe para si explicações sobre as suspeitas levantadas pela CPMI do INSS

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Auxiliares fizeram chegar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a preocupação com o desgaste político das suspeitas sobre o filho do mandatário, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, nas investigações sobre desvios do INSS.

Fontes próximas a Lula defendem ao presidente que Lulinha venha a público para explicar que não tem ligação com o esquema e que não há elementos que o liguem diretamente o empresário ao INSS ou a qualquer irregularidade.

Lulinha é suspeito de manter conexões e receber repasses de operadores do esquema em troca de influência no governo.

Integrantes do governo defendem que o Palácio do Planalto precisa agir rápido para reduzir eventuais danos à imagem de Lula em ano eleitoral.

Auxiliares de Lula, porém, defendem que os dados divulgados a partir da quebra do sigilo de Lulinha apontam apenas para atividades empresariais e movimentações financeiras compatíveis com serviços de consultoria prestados ao longo dos últimos anos, além de recursos provenientes de herança familiar. E que, portanto, até agora, não há indicativo de ilegalidades.

O caso ganhou repercussão após a CPMI do INSS aprovar a quebra de sigilo bancário e fiscal de investigados, incluindo Fábio Luís. A decisão foi posteriormente suspensa pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O STF decidirá, nesta semana, se mantém a suspensão das quebras de sigilo determinadas pelo Congresso.

Um relatório produzido no âmbito da investigação apontou que Lulinha movimentou cerca de R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026.

No entorno de Lula, há o entendimento de que o problema ultrapassa a fraude do INSS e pode ser somado a um ambiente conflagrado de desconfiança em relação às instituições.

A leitura é de que a investigação do INSS somada ao caso Master alimentam um sentimento crescente de insatisfação com o sistema político.