Governistas defendem que Lulinha atue para blindar Lula
Orientação é para que filho do presidente puxe para si explicações sobre as suspeitas levantadas pela CPMI do INSS
Auxiliares fizeram chegar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a preocupação com o desgaste político das suspeitas sobre o filho do mandatário, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, nas investigações sobre desvios do INSS.
Fontes próximas a Lula defendem ao presidente que Lulinha venha a público para explicar que não tem ligação com o esquema e que não há elementos que o liguem diretamente o empresário ao INSS ou a qualquer irregularidade.
Lulinha é suspeito de manter conexões e receber repasses de operadores do esquema em troca de influência no governo.
Integrantes do governo defendem que o Palácio do Planalto precisa agir rápido para reduzir eventuais danos à imagem de Lula em ano eleitoral.
Auxiliares de Lula, porém, defendem que os dados divulgados a partir da quebra do sigilo de Lulinha apontam apenas para atividades empresariais e movimentações financeiras compatíveis com serviços de consultoria prestados ao longo dos últimos anos, além de recursos provenientes de herança familiar. E que, portanto, até agora, não há indicativo de ilegalidades.
O caso ganhou repercussão após a CPMI do INSS aprovar a quebra de sigilo bancário e fiscal de investigados, incluindo Fábio Luís. A decisão foi posteriormente suspensa pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O STF decidirá, nesta semana, se mantém a suspensão das quebras de sigilo determinadas pelo Congresso.
No entorno de Lula, há o entendimento de que o problema ultrapassa a fraude do INSS e pode ser somado a um ambiente conflagrado de desconfiança em relação às instituições.
A leitura é de que a investigação do INSS somada ao caso Master alimentam um sentimento crescente de insatisfação com o sistema político.



