Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Tainá Falcão

    Tainá Falcão

    Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

    “Haddad não pode reclamar do Senado”, diz líder do PSD à CNN

    Senador Otto Alencar (PSD-BA) reclamou de declaração do ministro da Fazenda com críticas ao Congresso

    “Haddad não pode reclamar do Senado”, diz líder do PSD à CNN
    “Haddad não pode reclamar do Senado”, diz líder do PSD à CNN

    Ainda como resultado embate entre governo e Congresso Nacional, em razão de uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite o retorno da cobrança de impostos a 17 setores da economia, o líder do PSD — partido da base governista — no Senado, Otto Alencar (BA), disse à CNN que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, “não pode reclamar” das entregas da Casa na área fiscal.

    A declaração se dá depois que Haddad, em entrevista à Folha de S.Paulo neste final de semana, cobrou “responsabilidade fiscal” do Congresso.

    “Há não muito tempo, criar despesas e renunciar a receitas eram atos exclusivos do Poder Executivo. O Supremo Tribunal Federal disse que o Parlamento também tem o direito de fazer o mesmo. Mas qual é o desequilíbrio? É que o Executivo tem que respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal, e o Parlamento, não”, afirmou Haddad na entrevista.

    Otto Alencar recordou que o Senado ajudou a aprovar 5 projetos que diminuíram impostos, a exemplo do Carf, fundos exclusivos, bets, ICMS dos estados e autoregularização tributária. Ele explica que a desoneração dos setores não estava previsto no planejamento arrecadatório do governo.

    Para ele, a ofensiva jurídica do governo foi “surpreendente” e poderia ter sido melhor discutida com líderes.

    Apesar do mal estar, Alencar não acredita que haverá impacto nas votações previstas para esta terça-feira (30), quando Senado deverá analisar o programa de socorro ao setor de eventos e a Comissão de Constituição e Justiça deverá votar o seguro Dpvat (Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres), que daria ao governo 15 bilhões de reais para pagar parte das emendas de comissão vetadas pelo presidente da República.

    No próximo dia 9, deputados e senadores se reunirão para debater os vetos do presidente.