Kassab apoia anistia, mas mantém dúvida sobre perdão a Bolsonaro
Com três ministérios, PSD se divide sobre alcance do texto que perdoa condenados pelos ataques do 8 de janeiro
O presidente nacional do PSD (Partido Social Democrático), Gilberto Kassab, tem dito abertamente que apoia um arrefecimento das penas aos condenados pelos ataques do 8 de janeiro, mas ainda evita se comprometer com um projeto mais amplo, que alcance o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na última sexta-feira (12), Kassab se reuniu com a bancada de deputados federais do PSD para, mais uma vez, compartilhar esse posicionamento, mas sem defender nenhum dos projetos em debate.
No sábado (13), o presidente do partido e secretário de Relações Institucionais no governo de São Paulo declarou novamente, em evento no interior paulista, ser favorável à proposta, sem detalhar o alcance desse apoio.
A bancada ainda não tem uma posição fechada sobre o projeto e enxerga um caminho de dificuldade pela frente para uma anistia mais abrangente, como quer a oposição.
A avaliação de deputados do PSD é a de que o assunto não deveria ser votado, nesta semana, podendo acender um clima belicoso com o STF (Supremo Tribunal Federal), após o julgamento que condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão.
Há dúvidas ainda sobre como o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), resolverá o impasse sobre o texto, já que uma proposta mais branda, como sugere o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) desagradará o PL, partido de Bolsonaro.
Por enquanto, o governo ainda investe em um discurso anti-anistia, apesar de nos bastidores, petistas defenderem um movimento para derrotar o projeto no voto, em uma articulação com partidos de centro direita, incluindo PSD.



