Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Lula ainda quer enviar PL com pedido de urgência para acabar com escala 6x1

Lula, Hugo e Boulos devem se reunir no retorno de Lula ao Brasil; governo vê risco de pauta empacar na Câmara

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A pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a articulação do Palácio do Planalto deve insistir na elaboração de um PL (Projeto de Lei) com pedido de urgência para acelerar o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1 no Congresso Nacional.

A ofensiva sobre o tema será retomada após o retorno de Lula da Ásia, em uma reunião articulada pelo chefe do Executivo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).

O presidente deve consultar Hugo sobre o ambiente na Câmara para avançar com um PL com pedido de urgência, o que daria um trâmite mais célere à discussão.

Como tem potencial para trancar a pauta, ou seja, impedir a votação de outras propostas, a matéria teria que ser apreciada em até 45 dias na Câmara e no Senado Federal.

Hugo Motta, porém, já deu destino a uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que deve analisar a constitucionalidade da proposta antes de envia-la à uma Comissão Especial, que se dedicará ao mérito. Só depois desse rito, a proposta seguirá a plenário.

O périplo alongado e a exigência de um quórum maior para aprovar a PEC preocupam integrantes do governo, que defendem aprovação da matéria até o meio do ano.

A PEC enviada à CCJ por Hugo reúne elementos de propostas já apresentadas por governistas: a deputada Érika Hilton (PSOL-SP) e o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

O fim da escala 6x1 foi listado pelo Palácio do Planalto como uma das prioridades, no Legislativo, em 2026. A proposta prevê substituir o modelo atual, de seis dias de trabalho para um de descanso, por uma jornada reduzida, com limite de 40 horas semanais.

Ao ser anunciada na Câmara, a medida passou a enfrentar resistências do setor produtivo e parlamentares da oposição.