Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Lula mantém Turismo com União e barra pressão do PSD por mais espaço

Partido de Gilberto Kassab reclama que sigla precisa ter o mesmo espaço na Esplanada dos Ministérios que outros partidos do Centrão

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Ao se reunir com a cúpula do União Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou o compromisso do governo em manter o comando do Ministério do Turismo com o partido. A decisão encerrou especulações sobre uma troca na pasta para acomodar o PSD.

O partido de Gilberto Kassab reclama, desde o ano passado, da pouca capilaridade e recursos do Ministério da Pesca, com orçamento de R$ 356 milhões. Atualmente, o ministério é ocupado pelo deputado André de Paula (PSD-PE). Já o orçamento do Turismo, sob comando de Celso Sabino, gira em torno de R$ 3 bilhões.

Após denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que levou Juscelino Filho a pedir demissão do Ministério das Comunicações, integrantes do Palácio do Planalto cogitaram acomodar Sabino na vaga de Juscelino e entregar o Turismo para o PSD. Dessa forma, o União Brasil ficaria com o comando da Pesca.

Porém, partiu do presidente Lula o compromisso de manter Sabino no Turismo e deixar a contento do União a escolha sobre o novo ministro das Comunicações. O deputado Pedro Lucas (União-MA) foi convidado pelo governo para assumir o cargo.

Pastas sob comando do PSD

Outros ministérios do PSD são: Agricultura, de Carlos Fávaro, que contempla o Senado; e Minas e Energia, de Alexandre Silveira, que atende a um pedido pessoal de Lula.

O PSD reclama que é preciso ter o mesmo espaço que outros partidos do Centrão têm na Esplanada. O MDB controla as pastas de Cidades e Transportes; o União Brasil comanda as pastas de Turismo, Comunicações e Integração, além da presidência da Codevasf, responsável por obras regionais alimentadas por emendas parlamentares.

A reclamação recai também sobre a promessa de se ressuscitar a Fundação Nacional da Saúde (Funasa) e destiná-la ao partido. A disputa no Centrão pela indicação à entidade paralisou as negociações.