Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Mário Frias procura Hugo para explicar viagem ao exterior

Câmara não deliberou sobre viagem

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O deputado Mário Frias (PL-SP) telefonou ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para dar explicações sobre a viagem ao Bahrein e informar que agora está nos Estados Unidos, mas voltará ao Brasil no próximo dia 24.

Mário Frias chegou a apresentar um pedido de missão oficial internacional, mas a solicitação não chegou a ser deliberada pela presidência da Câmara, o que não impediria a viagem já que se trata apenas de uma comunicação à Casa. A Câmara informou porém que a viagem não teve custos com diárias nem passagens aéreas.

A informação surge em meio a um pedido do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, que deu prazo de 48 horas para a Câmara explicar a situação do parlamentar, que está fora do país desde o último dia 12. A resposta deve ser dada ainda nesta quinta.

Dino quer saber se houve autorização formal da Câmara para a viagem e se Frias estaria usando missão parlamentar para permanecer no exterior enquanto o STF tenta intimá-lo no âmbito de uma investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da qual o deputado atua como produtor-executivo.

O parlamentar apresentou à Câmara pedido de afastamento para uma missão no Bahrein entre os dias 12 e 18 de maio. Segundo documentos enviados à Casa, a agenda teria sido organizada a convite da embaixada do país no Brasil, incluindo compromissos no Parlamento e em órgãos de desenvolvimento econômico. Frias também informou uma viagem posterior aos Estados Unidos entre os dias 19 e 22 de maio.

A viagem ganhou repercussão porque o deputado é alvo de questionamentos no STF sobre o uso de 2 milhões de reais em emendas destinados a entidades ligadas ao filme sobre Bolsonaro.

O caso também se conecta ao escândalo envolvendo ao Master após a divulgação de áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece cobrando valores milionários do banqueiro Daniel Vorcaro para o filme.

Inicialmente, Mário Frias negou relação financeira entre o projeto e o empresário. Posteriormente, admitiu que recursos de empresa ligada a Vorcaro chegaram à produção, embora tenha negado participação direta do Master no financiamento.