Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Master: Defesa de Vorcaro coloca foco em busca de nulidades

Grupo de advogados mantém unidade contra delação premiada

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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou à CNN que exista qualquer negociação ou proposta de delação premiada em curso.

A negativa ocorre após a saída do advogado Walfrido Warde da equipe de defesa, que levantou especulações sobre a possibilidade de uma colaboração estar sendo considerada por Vorcaro, contra a vontade do jurista. Warde é tradicional crítico das delações.

A estratégia da defesa deve se voltar para a análise detalhada dos aspectos processuais -- sobre a regularidade das provas, por exemplo -- e para o trabalho em diferentes frentes, inclusive no STF (Supremo Tribunal Federal), onde o processo criminal tramita sob sigilo.

Além de Warde, a equipe jurídica de Vorcaro conta com os advogados Pierpaolo Bottini, Roberto Podval e Sérgio Leonardo.

A CNN apurou que nenhum deles apoiaria uma delação premiada neste momento. Para esses advogados, um acordo de tal natureza colocaria em xeque a atuação deles no processo, em especial pela relação que mantêm na defesa de nomes do mercado e da política, eventualmente, implicados no caso.

Tampouco houve proposta de delação por parte da Polícia Federal, outro ponto que tem sido objeto de rumores, mas que, segundo o próprio grupo jurídico, não ocorreu em tratativas oficiais.

Após a saída de Warde, a defesa assinou uma nota conjunta dizendo que “Daniel Vorcaro reafirma sua inocência, segue exercendo plenamente seu direito de defesa, colaborando com as autoridades dentro dos limites legais e confia no esclarecimento dos fatos por meio dos instrumentos regulares do devido processo legal”.

Na última semana, a PF (Polícia Federal) deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga Vorcaro, seus parentes e outros empresários envolvidos na venda do Banco Master.

O banqueiro foi preso em novembro de 2025, durante a primeira fase da operação. O empresário estava no Aeroporto de Internacional de Guarulhos, onde embarcaria para Dubai para fechar negócios.