Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

PF se queixava de rotina com Vorcaro detido na Superintendência

Corporação teve que se adaptar para abrigar ex-banqueiro

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A permanência prolongada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília, exigiu adaptações na rotina da unidade e gerou incômodo entre integrantes da corporação.

A estrutura da Superintendência da PF no Distrito Federal não foi concebida para a custódia de presos por longos períodos. Por isso, a manutenção de Vorcaro na PF exigiu uma série de medidas improvisadas para garantir a segurança e as condições mínimas de permanência do ex-banqueiro no local.

De acordo com uma fonte graduada, ouvida pela reportagem, foi necessário adaptar uma sala da Superintendência para servir como cela, embora o espaço não seja considerado adequado para esse tipo de custódia.

“Não estamos preparados para a custódia prolongada de presos. Tivemos que nos adaptar para mantê-lo na Superintendência”, afirmou essa fonte sob reserva.

Ainda segundo esse relato, a PF precisou contar com o apoio de policiais penais federais para reforçar a vigilância do ex-banqueiro durante todo o período em que permaneceu na unidade.

As dificuldades iam além da segurança. A Superintendência enfrentava limitações para oferecer serviços básicos normalmente disponíveis em unidades prisionais, como fornecimento regular de refeições, lavanderia, uniformes e roupas de cama e banho.

Não existe também, na estrutura da PF em Brasília, um espaço destinado ao banho de sol de presos. Diante disso, foi necessário improvisar uma área para que a determinação legal fosse cumprida.

O desconforto da PF foi levado ao conhecimento do ministro André Mendonça em um pedido que reforçava a urgência sobre a transferência de Vorcaro.