PT nacional ameaça intervir no Rio Grande do Sul por aliança com PDT
Lula reclama de insistência de petistas no estado e pede unidade de esquerda contra bolsonarismo
A Executiva do PT (Partido dos Trabalhadores) intensificou, nos últimos dias, a pressão sobre o diretório do partido Rio Grande do Sul para frear a candidatura de Edegar Pretto (PT), ex-presidente da Conab, ao governo do estado. A movimentação ocorre em meio a negociações nacionais com o PDT e prevê a possibilidade de intervenção direta na estrutura regional da legenda.
O PT nacional atua para neutralizar a candidatura de Pretto e abrir caminho para o partido apoiar a deputada estadual Juliana Brizola (PDT). Neste contexto, Pretto poderia ser vice de Juliana.
Sob reserva, integrantes da cúpula do PT afirmaram à CNN que a Executiva poderá destituir o diretório regional gaúcho caso não haja avanço nas tratativas nos próximos dias. A medida é considerada extrema, mas vista como necessária para garantir a construção de alianças em nível nacional.
O presidente do PT, Edinho Silva, tem reforçado a aliados locais que a insistência em manter candidatura própria pode comprometer o apoio do PDT em outros estados. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou da insistência de aliados no RS e defende que a unidade da esquerda é fundamental para derrotar o campo adversário.
Já o ex-ministro da Previdência e presidente do PDT, Carlos Lupi, chegou a estabelecer o dia 30 de março como prazo limite para a definição de um acordo no Rio Grande do Sul. A pedido de Edinho, o prazo foi prorrogado para abril.
Pesquisa recente da Real Time Big Data mostra Brizola em segundo lugar nas pesquisas, com 24% das intenções de voto. A deputada fica atrás do deputado federal Luciano Zucco (PL) tem 31%. Edegar Pretto aparece em terceiro lugar, com 19%.
A leitura de dirigentes nacionais do PT é que, em um eventual segundo turno, a pedetista teria maior capacidade de atrair eleitores da base do governador Eduardo Leite (PSD), ampliando suas chances de vitória.
Apesar disso, Edegar Pretto mantém sua pré-candidatura e tem argumentado internamente que seu nome ainda pode crescer ao longo da campanha.
Além do Rio Grande do Sul, o PT apoiará o candidato a governo do PDT no Paraná, com Requião Filho como candidato.
