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    Teo Cury
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    Teo Cury

    Explica o que está em jogo, descomplica o juridiquês e revela bastidores dos tribunais e da política em Brasília. Passou por Estadão, Veja e Poder360

    Caso das joias: PGR quer evitar decisão sobre Bolsonaro no período eleitoral

    Preocupação é que eventual denúncia interfira em campanhas polarizadas entre aliados de Bolsonaro e Lula

    O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet
    O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet 04/06/2024 - Antonio Augusto/Secom/MPF

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, tem dito a pessoas próximas que não pretende oferecer eventual denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no caso das joias sauditas durante o período eleitoral.

    A propaganda eleitoral está liberada a partir de 16 de agosto e o segundo turno das eleições acontece em 27 de outubro.

    Gonet quer evitar que uma eventual acusação contra o ex-presidente interfira nas eleições municipais, que devem ser marcadas pela polarização entre Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    A postura do procurador-geral deve ser adotada não somente neste caso, mas em todas as investigações sensíveis em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

    A Polícia Federal concluiu nesta quinta-feira (4) que Bolsonaro cometeu os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa ao atuar para desviar joias dadas de presente pela Arábia Saudita enquanto era presidente.

    O regimento interno do STF prevê que a Procuradoria-Geral da República (PGR) tem 15 dias para oferecer denúncia, pedir arquivamento ou solicitar novas diligências após receber o relatório conclusivo da PF.

    Como em julho o Judiciário está em recesso, este prazo deve começar a contar a partir de agosto, quando as atividades serão retomadas.