Teo Cury
Blog
Teo Cury

Explica o que está em jogo, descomplica o juridiquês e revela bastidores dos tribunais e da política em Brasília. Passou por Estadão, Veja e Poder360

COP30

MPF cobra de autoridades plano de emergência em saúde para COP30

Órgão lista preocupações que vão desde o número de ambulâncias e leitos de UTI até a preparação para ataques e a preparação de profissionais de saúde

Compartilhar matéria

O MPF (Ministério Público Federal) pediu que o governo federal, o governo do Pará e a Prefeitura de Belém enviem informações detalhadas sobre o planejamento e a preparação dos serviços de saúde pública de urgência e emergência para a COP30.

Foram encaminhadas 20 perguntas às autoridades que precisam ser respondidas em 15 dias. O MPF questiona se houve articulação prévia entre os governos federal, estadual e municipal para o incremento do serviço público de saúde de urgência e emergência para a COP30.

As autoridades precisarão informar quanto dos R$ 4,7 bilhões do orçamento para a conferência foram destinados diretamente para a saúde pública. E se houve pedidos de incentivos financeiros, créditos suplementares e extraordinários ou emendas parlamentares para aumentar os recursos para atenção de urgência e emergência.

O MPF quer saber ainda se haverá contratação temporária de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, qual o aumento do número de leitos de UTI, quais incrementos em insumos e medicamentos e se houve ou há previsão de cursos de inglês ou outras línguas para os profissionais de saúde da urgência e emergência.

Além de questionar às autoridades qual será o legado da COP30 para a saúde, o MPF aguarda resposta sobre se há plano de atuação para acidente com múltiplas vítimas e qual a preparação para atentados com explosivos, armas químicas, nucleares e biológicas.