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    Thais Herédia

    Thais Herédia

    Passou pelos principais canais de jornalismo do país. Foi assessora de imprensa do Banco Central e do Grupo Carrefour. Eleita em 2023 a Jornalista Mais Admirada na categoria Economia do Jornalistas & Cia.

    Cachaça, caipirinha e chopp têm maior imposto do Carnaval

    Nas fantasias e máscaras de lantejoulas o peso dos impostos também é alto

    Cachaça, caipirinha e chopp têm maior imposto do Carnaval
    Cachaça, caipirinha e chopp têm maior imposto do Carnaval

    Para quem viaja para o exterior, um ditado ajuda a lidar com os altos e baixos do câmbio: “quem converte, não se diverte”.

    Quando a diversão é em solo brasileiro e em pleno Carnaval, não tem como escapar dos impostos que incidem sobre os produtos. A cachaça, a caipirinha e o chopp têm a maior carga de tributos da folia, de acordo com levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

    No topo do cardápio tributário está a cachaça, que incorpora no preço da dose nada menos que 81,9% de impostos. A caipirinha vem logo em seguida, com 76,7% de tributos no drinque.

    Cada vez que o folião pedir “desce um chopp”, vai pagar 62,2% para a receita federal.

    Para quem curte a música do cantor Diogo Nogueira, só o pé na areia que não paga imposto. Já vimos a dose extra na caipirinha e na cervejinha, e a água de coco também não escapa, com 34,13% de impostos.

    Se quiser sair de fantasia nova, é bom se preparar. Elas também estão na lista dos produtos mais tributados da festa. As máscaras de plástico têm 43,93%, e o biquíni de lantejoulas 42,19% de impostos.

    “Para quem não deseja desembolsar 36,41% em impostos nas fantasias, reutilizar fantasias ou usar da criatividade para não gastar na festa, pode ser uma opção dos foliões” afirma o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa.

    A explicação para uma carga tão alta sobre os produtos está na categoria da qual fazem parte. Muitos são considerados supérfluos ou de luxo. Quanto mais descartável, mais imposto. Há também os que se encaixam na categoria dos que fazem mal à saúde.

    Enquanto a reforma tributária sobre o consumo não for totalmente aprovada e implementada no Brasil, a carga de impostos deve se manter elevadíssima em muitos produtos para compensar o elevado custódio do sistema tributário mais ineficiente e um dos mais caros do mundo.

    “No Brasil, a tributação é muito concentrada no consumo, o que acaba elevando os preços dos produtos ao consumidor final e, muitas vezes, impede que este consuma mais e melhor”, disse o presidente executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), João Eloi Olenike.

    Se serve de consolo ao Pierrot e à Colombina, os impostos não subiram do ano passado para cá.

    Mas como bom folião brasileiro, para que lembrar disso depois de curtir tanto o Carnaval?

    Confira abaixo a lista dos produtos mais tributados preparada pela ACSP:

    Cachaça – 81,9%
    Caipirinha – 76,7%
    Chopp – 62,2%
    Máscara de plástico – 43,93%
    Refrigerante (lata) – 46,47%
    Colar havaiano – 45,96%
    Óculos de sol – 44,18%
    Refrigerante garrafa – 44,55%
    Cerveja artesanal – 42,69%
    Cerveja (lata) – 42,69%
    Cerveja garrafa – 42,69%
    Máscara de lantejoulas – 42,71%
    Biquíni com lantejoulas – 42,19%
    Fantasia – roupa tecido – 36,41%
    Pandeiro – 37,83%
    Fantasia/roupa com arame – 33,91%
    Água de coco – 34,13%
    Biquíni – 33,44%
    Água mineral – 31,50%
    Passagem aérea – 22,32%
    Preservativo – 18,75%