Fontes: Decisão dos EUA foi tomada antes de encontro entre Rubio e Vieira
Apesar de avanços nas negociações entre Brasil e EUA nas últimas semanas, governo americano não deu sinais de que poderia suspender tarifaço

A decisão do governo dos Estados Unidos de reduzir as tarifas sobre a importação de carnes, café, frutas e castanhas foi tomada há alguns dias, antes do encontro entre o chanceler Mauro Vieira e Marco Rubio, secretário de Estado americano, segundo fontes relataram ao Blog.
Executivos que estiveram com autoridades da Casa Branca e de agências americanas no início desta semana disseram à CNN que a definição da retirada da tarifa recíproca para alguns produtos foi comunicada a eles e não teria relação com algum país específico. As fontes ouvidas pelo Blog estão atuando em nome de empresas brasileiras dos setores mais afetados pelo tarifaço americano.
O anúncio feito pela Casa Branca gerou confusão na interpretação de empresários e de autoridades brasileiras. Num primeiro momento, chegou-se a pensar que a decisão já seria fruto da conversa entre os dois ministros na quinta-feira (13) em Washington e que beneficiaria muito o Brasil.
A análise preliminar da ordem executiva, porém, indicou que apenas a tarifa recíproca de 10% imposta a todos os países do mundo seria zerada. Mantendo, entretanto, os 40% adicionais impostos por Donald Trump em julho.
Apesar de todos os avanços no diálogo e nas negociações entre Brasil e Estados Unidos nas últimas semanas, desde o encontro entre o presidente Lula e Trump na Malásia, o governo americano não deu sinais de que poderia suspender o tarifaço temporariamente enquanto as discussões para um acordo estiverem acontecendo. Esta é a principal reivindicação do governo brasileiro e dos setores mais atingidos pela tarifa de 50% imposta ao Brasil.
Autoridades brasileiras consultadas pelo blog responderam que ainda estavam estudando a ordem de Trump para entender o real impacto da medida para o Brasil.
Mesmo com a dúvida sobre o caso brasileiro, há um certo alívio entre empresários pela sinalização de que o governo americano pode ser levado a rever o aumento das taxas de importação.
O governo Trump está pressionado internamente pelo aumento dos preços, principalmente do café e das carnes. O Brasil é o maior fornecedor de café e um dos três principais de carne para os Estados Unidos.
A tarifa de 50% em vigor desde setembro provocou queda nas vendas dos produtos brasileiros e disparada dos preços dos produtos vendidos aos americanos.



