Análise: Alcolumbre libera "tratoraço" de Lula no Congresso
Três bandeiras quentes, populares e consistentes para a campanha petista, mesmo que nem todas virem lei antes da eleição
O tratoraço do governo já está no pátio do Congresso Nacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), uma trinca improvável há poucas semanas, fecharam o combinado do ano para fazer avançar de uma só vez projetos que interessam diretamente à campanha do presidente: o fim da taxa das blusinhas e da escala 6x1, a PEC da Segurança e o marco dos minerais críticos.
Três bandeiras quentes, populares e consistentes para a campanha petista, mesmo que nem todas virem lei antes da eleição.
Lula e Motta já vinham alinhados. Com Alcolumbre, era outra história. Foram meses sem se falar até o jantar na casa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. De lá para cá, o que estava travado começou a andar rapidamente.
Nós já vimos muitos acordos ressuscitarem relações políticas estremecidas em Brasília. A novidade é um ministro do Supremo como articulador da reconciliação, e isso renova uma pergunta que ainda não foi respondida: o que, exatamente, foi pactuado naquele jantar secreto?
Por enquanto, já sabemos que Lula saiu ganhando. Falta saber o resto do acordo que fez o trator acelerar em Brasília.



