Análise: Atuação das redes gera alerta na reta final da eleição
A Meta, dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp, nega favorecer qualquer uma das candidaturas; porém, o comitê de supervisão da empresa já apontou falhas no controle de conteúdo
Aumenta a preocupação com a atuação das redes sociais nesta reta final das eleições. De um lado, as Big Techs, gigantes da tecnologia que concentram informação, poder e controlam um dos ativos mais importantes da disputa: os algoritmos.
Do outro, a Justiça Eleitoral brasileira, uma das mais estruturadas do mundo, mas que enfrenta um desafio enorme: fiscalizar plataformas que distribuem conteúdo em escala e velocidade difíceis de acompanhar.
A Meta, dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp, nega favorecer qualquer uma das candidaturas. Porém, o comitê de supervisão da empresa já apontou falhas no controle de conteúdo e diz que faltou transparência da atuação da empresa no Brasil.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se beneficia do alcance do canal criado por André Janones (Rede-MG). Do lado de Flávio Bolsonaro, políticos influenciadores tentam ampliar presença digital e compensar o alcance dos petistas.
E o eleitor? Continua refém do conteúdo distribuído por algoritmos que ele pouco conhece e sobre os quais não tem controle.
É nesse ambiente que se trava esse momento decisivo da disputa eleitoral.



