Análise: Duelo de sigilos embaralha reta final do segundo turno
Lula ainda não conseguiu virar o jogo nas pesquisas, enquanto Flávio devolveu parte da vantagem que havia perdido depois do primeiro turno
O duelo de sigilos chega ao ápice com a assinatura do acordo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Depois de uma sequência de desafios e provocações, os dois candidatos aceitaram abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, mas com uma série de condições impostas pelos dois lados.
O compromisso é de que os dados sejam disponibilizados ainda nesta quinta-feira (22), a três dias da votação no segundo turno.
Lula sai na frente nessa disputa, já que o desafio partiu dele. Flávio foi pressionado a aceitar. Agora, a guerra será travada em torno do que vier a público, das garantias jurídicas para essa divulgação e, principalmente, do efeito político dos dados.
Lula tem pressa. Ainda não conseguiu virar o jogo nas pesquisas, enquanto Flávio devolveu parte da vantagem que havia perdido depois do primeiro turno.
O jogo dessas eleições está cada vez mais pesado, e já está claro que a disputa não termina no domingo (25). O risco é que a contestação da legitimidade do vencedor se prolongue, alimentada pela interpretação dos dados divulgados e por um país dividido em trincheiras cada vez mais difíceis de superar.



