Análise: Feminicídio faz segurança virar centro do debate eleitoral
A segurança pública hoje se faz a maior preocupação do brasileiro e deve ganhar centralidade nas eleições
Uma mulher é morta no Brasil a cada cinco horas. O país chega ao primeiro trimestre mais letal já registrado.
O feminicídio, ou melhor, a epidemia de feminicídios, escancara uma soma de falhas que se sobrepõem: na prevenção, na proteção e na resposta do Estado. O aumento dos registros também reflete em mais denúncias e em mais mulheres rompendo o silêncio. Isso é um avanço. Porém a resposta ainda chega tarde demais para muitas delas.
A escalada da violência, com episódios cada vez mais brutais e envolvendo até menores, alimenta reações imediatistas e reabre discussões sensíveis, como a redução da maioridade penal.
A segurança pública deve ganhar centralidade nas eleições, porque é hoje a maior preocupação do brasileiro. O risco é transformar uma crise real em disputa ideológica. Quando isso acontece, o país se afasta das decisões objetivas que poderiam, ao menos, começar a frear uma violência que avança em ritmo inaceitável.



