Análise: Governo tenta conter alta do diesel de olho nas urnas
O governo tem um medo combinado: o fantasma de uma greve de caminhoneiros e, tão ruim quanto, uma escalada da inflação que mantenha os juros altos às vésperas da eleição
Governo anuncia pacote de medidas para evitar impacto da alta do petróleo no Brasil.
A fórmula é zerar impostos federais e assumir parte do custo do diesel. Em modo eleição, o Planalto dá mais tempo para a Petrobras manter a defasagem dos preços atuais, que está em níveis históricos.
O governo tem um medo combinado: o fantasma de uma greve de caminhoneiros e, tão ruim quanto, uma escalada da inflação que mantenha os juros altos às vésperas da eleição. Política pública é escolha do governante... e o mundo todo busca saídas para blindar o consumidor.
Para bancar a medida com custo zero, Fernando Haddad anunciou o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo. O alívio na bomba ainda não está garantido, mas a distorção nos mercados já está contratada.
Com a guerra no Irã sem desfecho previsível, o arsenal de Brasília é limitado para lidar com esse choque. Nem sempre a sorte que Lula (PT) desfrutou em seus mandatos anteriores o livra da dureza da realidade.



