Análise: Vitória do bolsonarismo tem STF como protagonista
Do lado bolsonarista, a euforia é sedução para calçar o salto do vencedor numa eleição ainda apertada, mesmo com todas as probabilidades favoráveis a Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se preparam para o segundo turno das eleições. A surpresa com resultado gerou ressaca entre petistas e euforia entre bolsonaristas. Ambos sentimentos que oferecem riscos.
Para os petistas, há mais riscos. O primeiro deles, de diagnóstico. Se não entenderem o que fizeram de errado, dificilmente conseguirão calibrar uma mudança de estratégia capaz de virar o jogo em três semanas.
O primeiro sinal não é promissor: Geraldo Alckmin como possivel homem forte da economia não convence. Lula e o PT já deveriam saber disso.
Do lado bolsonarista, a euforia é sedução para calçar o salto do vencedor numa eleição ainda apertada, mesmo com todas as probabilidades favoráveis a Flávio Bolsonaro. A força do Congresso Nacional e onda azul nos Estados é trunfo inconstestável.
A correção no mercado financeiro dá a dimensão de como o preço dos ativos brasileiros estavam carregadíssimos de risco, com dólar caindo 5% e bolsa disparando. O mercado é sempre o primeiro a despertar alívio ou angústia, resta saber se o país será capaz de reproduzir o gesto.
Quem respira angustiado, ou pelo menos deveria, é o STF (Supremo Tribiunal Federal). Como instituição e na figura de seus ministros. Mesmo entre gregos e troianos, ou entre petistas e bolsonaristas, a conclusão é de que o STF foi o maior protagonista do primeiro turno das eleições, o que lhe conferiu também, a maior derrota.



