Análise: Sob pressão, Trump pode radicalizar e prolongar guerra
Pressão sobre Donald Trump é externa, pelo seu isolamento entre aliados e adversários como a China, e interna, com a ampliação do custo político e econômico
Dois caças dos Estados Unidos foram abatidos pelo Irã. O piloto de um deles já foi resgatado. O outro continua desaparecido, com recompensa prometida por Teerã para quem o capturar.
O Irã mostra que mantém capacidade militar e está disposto a impor mais custo aos Estados Unidos. O discurso de um conflito curto não se sustenta mais diante de uma dinâmica que aponta não só para escalada, mas também para prolongamento.
A pressão sobre Donald Trump é externa, pelo seu isolamento entre aliados e adversários como a China, e interna, com a ampliação do custo político e econômico de uma guerra que ele escolheu travar.
Mais tempo de conflito significa preços de energia e combustíveis em alta e já apareceu no radar o risco de recessão. Se os juros permanecerem inalterados nos Estados Unidos, a popularidade de Trump é duplamente atingida.
Do que já conhecemos do presidente americano, é razoável temer uma radicalização de Donald Trump se o cerco se fechar ainda mais sobre ele.




