Análise: Decisão de Toffoli escala polêmicas no caso Master
O que está em jogo é até quando ministros do Supremo continuarão criando regras próprias de atuação e comportamento
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), marcou acareação entre suspeitos de crimes no Banco Master e um diretor do BC (Banco Central).
Fora dos canais oficiais, em um processo que está sob total sigilo, a decisão de Toffoli adiciona dúvidas sobre a forma como ele tem agido no caso do Master.
Não se pode dizer que o ministro está inovando as regras na condução de um processo dentro do STF. Essa crítica já ronda o Supremo desde a abertura do inquérito das fake news há seis anos.
O que é novo, no entanto, assusta. Convocar um diretor do Banco Central para uma acareação, sem que tenha havido qualquer depoimento formal até agora, é um constrangimento inédito para a autoridade responsável pela supervisão das instituições financeiras.
O que está em jogo é até quando ministros do Supremo continuarão criando regras próprias de atuação e comportamento. Sem explicação, sem transparência e sem prestar contas à sociedade brasileira.



