Thais Herédia
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Thais Herédia

Passou pelos principais canais de jornalismo do país. Foi assessora de imprensa do Banco Central e do Grupo Carrefour. Eleita em 2023 a Jornalista Mais Admirada na categoria Economia do Jornalistas e Cia.

Análise: Desânimo da esquerda à direita marca o 7 de Setembro

Esse desânimo não é um fenômeno só do bolsonarismo; nas redes sociais, o engajamento com as campanhas deste ano é menor do que em 2022

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usaram o 7 de Setembro para medir forças, mas o que apareceu com mais clareza foi a fraqueza da mobilização política.

Em Brasília, Lula quis exibir prestígio reunindo chefes dos Poderes. Não conseguiu disfarçar o clima entre as instituições que é de tensão, incerteza e imprevisibilidade diante da disputa de poder no STF. Uma crise em que já é difícil imaginar um vencedor sem que a própria Corte e a República saiam derrotadas.

Na Paulista, sob céu fechado e tempertaura de 14° C, Flávio Bolsonaro encontrou um eleitorado menos mobilizado. Ele mesmo parecia desanimado no carro elétrico.

Esse desânimo não é um fenômeno só do bolsonarismo. Nas redes sociais, o engajamento com as campanhas deste ano é menor do que em 2022.

O 7 de Setembro expôs um país politicamente cansado, e há uma pergunta perigosa por trás disso: se o eleitor olha para política e enxerga acordos para enterrar escândalos de corrupção, que diferença faz escolher um ou outro?

Quando essa pergunta começa a parecer razoável, a democracia se fragiliza – ainda mais.