Thais Herédia
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Thais Herédia

Passou pelos principais canais de jornalismo do país. Foi assessora de imprensa do Banco Central e do Grupo Carrefour. Eleita em 2023 a Jornalista Mais Admirada na categoria Economia do Jornalistas e Cia.

Análise: Escolhas para a economia definirão legado final de Lula

Mantega alerta que se Lula atender o mercado vai cometer estelionato eleitoral e pode acabar como Dilma Rousseff e também culpa o Banco Central pelos males do país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) monta o novo governo e sofre pressões do seu próprio partido sobre o que fazer na economia.

Na redistribuição de cadeiras para o quarto mandato, o anúncio mais esperado é o do novo ministro da Fazenda.

A cobrança pelo nome é alta, mas não supera a expectativa por saber qual ajuste será feito sobre as contas públicas. Aqui, a maior pressão vem de dentro do PT.

A ala mais jovem tem menos ousadia no trato com o presidente, mas tenta convencê-lo a fazer algum ajuste, sem aderir totalmente às demandas da Faria Lima. É uma defesa pelo modelo mais paraceido com o de Antônio Palocci, do governo Lula um.

A ala mais velha, liderada pelo ex-ministro Guido Mantega, quer uma reedição da chamada nova matriz econômica – modelo baseado nos gastos em investimentos sem limitações.

Mantega alerta que se Lula atender o mercado vai cometer estelionato eleitoral e pode acabar como Dilma Rousseff. Mantega também culpa o Banco Central pelos males do país.

Não é segredo que Lula ouve mais Guido Mantega do que qualquer outra pessoa. O Brasil sabe bem no que deu a nova matriz econômica: a maior recessão do país em décadas. E lá, a dívida pública era 40% menor. A escolha de Lula vai deixar claro que país pretende deixar como legado do seu último mandato.