Análise: Fachin tenta retomar comando de faroeste sem xerife
Dino e Mendonça estão em campos opostos, mas têm algo em comum: não quiseram esperar Fachin

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin retira o inquérito das fake news do ministro Alexandre de Moraes e derruba decisões de Flávio Dino e André Mendonça, numa tentativa de retomar o comando do Supremo.
O STF virou um faroeste sem xerife. A demora do presidente da Corte em agir abriu espaço para uma guerra de decisões inéditas e questionáveis.
Dino e Mendonça estão em campos opostos, mas têm algo em comum: não quiseram esperar Fachin. O resultado é um processo de autodestruição institucional que o presidente do STF agora tenta conter falando grosso com os pares.
Há outra coincidência entre os ministros. As ações de Dino beneficiam o campo de Lula. As de Mendonça, o de Flávio Bolsonaro. Ninguém mais fala sobre as relações de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro.
Dino está do lado mais forte do Supremo, e ainda tem o Dark Horse contra Flávio Bolsonaro. Mendonça luta contra o isolamento, mas detém duas relatorias explosivas: INSS e Master.
Os dois lados têm munição. Os dois têm trincheira. E, no meio desse fogo cruzado, estamos todos nós.



