Análise: Mundo fecha 2025 entre a tensão e a incerteza
Com eleições presidenciais no Brasil e uma disputa decisiva pelo controle do Congresso americano, permanece a dúvida sobre se a economia conseguirá, mais uma vez, funcionar como esteio da democracia
O ano de 2025 se encerra com o Brasil e o mundo mais tensionados, mais polarizados e mais incertos quanto ao que vem adiante. No Brasil, foi um período marcado pelo julgamento e pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pela recuperação política do presidente Lula (PT) após um intervalo de baixa popularidade e pelo acirramento da crise institucional entre os Poderes.
O debate sobre segurança pública não avançou: as soluções ficaram pelo caminho, e o ano termina com um novo episódio de potencial para abalar Brasília, envolvendo fraudes no Banco Master, agora associadas a fundos investigados por vínculos com o crime organizado.
No cenário internacional, 2025 ficou marcado pelo retorno de Donald Trump ao centro do poder, acompanhado de ataques às instituições americanas, ao multilateralismo e a alianças históricas, além da intensificação da guerra comercial com a China — movimentos que já cobram seu preço na popularidade do presidente norte-americano. O que sustentou Brasil e Estados Unidos ao longo do ano foi a mesma âncora: uma economia resiliente, capaz de absorver choques políticos e institucionais sem rupturas imediatas.
Ainda assim, 2026 começa com uma interrogação aberta. Com eleições presidenciais no Brasil e uma disputa decisiva pelo controle do Congresso americano, permanece a dúvida sobre se a economia conseguirá, mais uma vez, funcionar como esteio da democracia em um ambiente de crescente imprevisibilidade e insegurança.




