Análise: Os desafios de Nunes Marques no TSE
O uso de inteligência artificial aumenta a pressão sobre o Tribunal Superior Eleitoral
Kassio Nunes Marques assume, nesta terça-feira (12), a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a cinco meses da eleição. Ao lado dele, como vice, estará André Mendonça.
A troca de comando muda o perfil do Tribunal em relação a 2022. Naquela eleição, Alexandre de Moraes comandou o TSE em uma postura de enfrentamento direto aos ataques às urnas e os riscos à democracia. Nunes Marques tem um estilo mais discreto e mais conciliador.
O tamanho do desafio não diminuiu, pelo contrário. A inteligência artificial promove a desinformação com mais sofisticação, mais rápidez e, portanto, mais difícil de controlar. A pressão sobre o TSE será alta e Nunes Marques terá que defender a segurança das eleições e das urnas eletrônicas sendo observado o tempo todo por ter sido indicado por Bolsonaro.
Há ainda uma outra diferença sobre as ultimas eleições. Em 2022, a discussão era a segurança da democracia. Agora, o medo que domina o eleitor é o da violência, do crime e da insegurança nas ruas. Em um ambiente mais tóxico e mais tecnológico, a vigilância do TSE sobre a eleição terá que ser máxima.



