O Brasil se aproxima das eleições de 2026 em um ambiente de elevada imprevisibilidade política e econômica, marcado por fragilidade institucional, pressão crescente sobre as contas públicas e incertezas quanto à capacidade de crescimento do país.
Nesse contexto, as campanhas ainda em gestação já indicam com clareza qual será o eixo central do debate: a economia do cotidiano, aquela que fala diretamente ao eleitor, mas nem sempre dialoga com os fundamentos econômicos nacionais. Entre os temas que devem ganhar protagonismo está o fim da escala 6x1, uma pauta formulada no campo do presidente Lula (PT), mas que a direita já percebeu que terá de absorver, a exemplo do que ocorreu com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
Na mesma lógica, avança a defesa da gratuidade da tarifa de ônibus. Trata-se de medidas de forte apelo popular, mas que evitam enfrentar os problemas estruturais do país, como a baixa produtividade do trabalho e a precariedade do transporte público. O resultado é um velho conhecido do eleitor brasileiro: o populismo econômico, que ressurge com força e se impõe como eixo central da campanha de 2026.