Thais Herédia
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Thais Herédia

Passou pelos principais canais de jornalismo do país. Foi assessora de imprensa do Banco Central e do Grupo Carrefour. Eleita em 2023 a Jornalista Mais Admirada na categoria Economia do Jornalistas e Cia.

William Waack

Análise: Populismo econômico se impõe como eixo de 2026

A economia do cotidiano, aquela que fala diretamente ao eleitor, mas nem sempre dialoga com os fundamentos econômicos nacionais, será o eixo central do combate

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O Brasil se aproxima das eleições de 2026 em um ambiente de elevada imprevisibilidade política e econômica, marcado por fragilidade institucional, pressão crescente sobre as contas públicas e incertezas quanto à capacidade de crescimento do país.

Nesse contexto, as campanhas ainda em gestação já indicam com clareza qual será o eixo central do debate: a economia do cotidiano, aquela que fala diretamente ao eleitor, mas nem sempre dialoga com os fundamentos econômicos nacionais. Entre os temas que devem ganhar protagonismo está o fim da escala 6x1, uma pauta formulada no campo do presidente Lula (PT), mas que a direita já percebeu que terá de absorver, a exemplo do que ocorreu com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.

 

Na mesma lógica, avança a defesa da gratuidade da tarifa de ônibus. Trata-se de medidas de forte apelo popular, mas que evitam enfrentar os problemas estruturais do país, como a baixa produtividade do trabalho e a precariedade do transporte público. O resultado é um velho conhecido do eleitor brasileiro: o populismo econômico, que ressurge com força e se impõe como eixo central da campanha de 2026.