Análise: "Vale-tudo" nas instituições é a marca da crise
Com aumento do Bolsa Família, Lula conseguiu fazer o país mudar um pouco de assunto e, ao mesmo tempo, sair das cordas do ringue eleitoral
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vai parar no Bolsa Família e novo pacote de medidas está para sair.
A nova fase do saco de bondades do presidente inclui restrição às bets, mais um programa para endividados e até caneta emagrecedora. Caiu por terra qualquer constrangimento de colocar a banda na rua a duas semanas das eleições.
Com aumento do Bolsa Família, Lula conseguiu fazer o país mudar um pouco de assunto e, ao mesmo tempo, sair das cordas do ringue eleitoral. Impôs também uma armadilha ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que não pode ser contra o ajuste.
Lula também escolheu bater no ministro André Mendonça em vez de largar de Alexandre de Moraes. Toda estratégia tem risco, mas já promoveu mudança nas manchetes e a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) não para de piorar. Mais vazamentos e Daniel Vorcaro se aproveitando para pedir para sair da prisão.
O vale tudo é hoje um sintoma comum nas instituições brasileiras. Vale tudo nas campanhas, nos governos, e na Suprema Corte. É essa a causa do mal cívico que acomete o Brasil, sem perspectiva de cura.



