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Como declarar Previdência Privada no IR: guia prático para PGBL e VGBL

Entenda as diferenças, onde declarar cada plano e como informar contribuições e resgates no Imposto de Renda 2026

Erem Carla
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Antes de declarar os planos de previdência privada no Imposto de Renda 2026, é essencial compreender a diferença entre PGBL e VGBL e como cada plano funciona, principalmente em relação ao imposto. 

PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre): 

  • Permite deduzir até 12% da renda bruta tributável no IR 
  • Indicado para quem utiliza o modelo completo de declaração 
  • A tributação incide sobre o valor total (aporte + rendimentos) no resgate 

VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre): 

  • Não permite dedução na base de cálculo do IR 
  • Mais indicado para quem opta pelo modelo simplificado ou é isento 
  • A tributação incide exclusivamente sobre os rendimentos 

Em termos simples: o PGBL reduz o imposto de renda a se pagar em 2026; o VGBL tende a simplificar a tributação a longo prazo. 

Onde declarar PGBL no Imposto de Renda?

A declaração do PGBL fica na ficha de pagamentos, porque ele funciona como uma despesa dedutível.  

Para declarar a previdência PGBL:  

  1. Acesse a ficha “Pagamentos Efetuados” 
  2. Clique em “Novo” 
  3. Escolha o código 36 – Previdência Complementar 
  4. Informe o CNPJ da instituição, razão social da entidade e valor das contribuições feitas no ano-calendário 

É importante informar apenas os valores investidos no ano, sem considerar os rendimentos. Se não houve contribuição no período, não há o que declarar nessa ficha. 

Onde declarar VGBL no Imposto de Renda?

Na plataforma da Receita Federal, através do site da Receita Federal. O VGBL é tratado como investimento, então entra na sessão de patrimônio.  

Para declarar VGBL no Imposto de Renda: 

  1. Acesse a ficha “Bens e Direitos” 
  2. Clique em “Novo” 
  3. Selecione "Grupo 99 – Outros Bens e Direitos" e "Código 06 - VGBL" 
  4. Preencha o CNPJ da seguradora, os dados do plano e o saldo em conta 

O valor informado deve ser o saldo total acumulado até 31 de dezembro, conforme discriminado no informe de rendimentos. 

Como declarar resgates de previdência privada no Imposto de Renda?

Se houve saque ou recebimento de renda, é obrigatório informar, e isso depende do regime de tributação. 

Como declarar resgate no regime progressivo?

Nesse modelo, o imposto segue a tabela tradicional do IR (de 0% a 27,5%). 

Para declarar, você deve acessar a plataforma da Receita Federal e preencher a ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”. Em seguida, preencha o CNPJ da fonte pagadora, valor recebido e o imposto retido na fonte. 

Regra importante: 

  • PGBL: declarar o valor total resgatado 
  • VGBL: declarar apenas os rendimentos 

Como declarar resgates no regime regressivo?

Aqui, a alíquota diminui com o tempo de aplicação (de 35% até 10%). 

Para declarar, é necessário acessar a fica de “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”. Nesse campo, preencha “Código 06 – Rendimentos de aplicações financeiras” e informe o CNPJ da fonte pagadora, valor recebido e o imposto pago. 

Aqui a regra segue a mesma: 

  • PGBL: valor total 
  • VGBL: apenas rendimentos 

Qual regime escolher: progressivo ou regressivo?

A escolha impacta diretamente o imposto no resgate. 

 Lógica da alíquota Alíquota Máxima/Mínima Indicação Principal Perfil de Objetivo 
Regime progressivo Varia conforme o valor resgatado De 0% a 27,5%, seguindo a tabela anual do IR Resgates de curto prazo ou investidores que terão renda total baixa no futuro Ideal para quem planeja saques menores e graduais 
Regime regressivo Varia conforme o tempo de aplicação (quanto mais tempo, menos imposto) Pode chegar a 10% após 10 anos  Planejamento de longo prazo e sucessão patrimonial Ideal para quem pretende manter o investimento por mais de uma década 

Comparativo: Regimes de Tributação na Previdência Privada 

 Quais são os erros mais comuns ao declarar previdência privada no Imposto de Renda? 

Os erros mais comuns na declaração da previdência no Imposto de Renda são: 

  • Declarar VGBL como pagamento (em vez de patrimônio) 
  • Informar rendimentos no lugar de aportes (ou vice-versa) 
  • Esquecer de declarar resgates 
  • Não usar o informe de rendimentos como base 

Dica: sempre utilize o informe de rendimentos enviado pela instituição financeira, ele já traz os dados no formato exigido pela Receita. 

Quando vale buscar ajuda profissional para declarar IR? 

Mesmo com regras claras, a declaração pode gerar dúvidas, especialmente em casos de: 

  • Múltiplos planos 
  • Resgates em diferentes regimes 
  • Declaração conjunta com dependentes 

Nesses casos, consultar um contador ajuda a evitar inconsistências, assegurando a conformidade fiscal perante a Receita Federal.

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