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Viagens corporativas entram na era da IA agêntica

VOLL conecta dados de viagens e despesas a assistentes de IA e permite consultas e tarefas em linguagem natural

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O faturamento das viagens corporativas cresceu 8,21% entre janeiro e agosto de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. As agências associadas à Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) somaram R$ 9,76 bilhões no período. Só em agosto, foram R$ 1,31 bilhão.

O volume envolve passagens, hospedagens e outros serviços contratados pelas empresas e gera informações sobre gastos, rotas e fornecedores. Para quem administra as viagens, consultar esses dados ainda pode exigir entrar no sistema, selecionar filtros e procurar o relatório adequado.

É esse percurso que a VOLL, maior agência de viagens e despesas corporativas da América Latina, pretende encurtar com sua nova plataforma. A ferramenta permite fazer perguntas em linguagem natural e consultar informações da própria companhia por meio de ferramentas como ChatGPT, Claude, Gemini e Copilot.

Um gestor, por exemplo, consegue verificar quanto foi gasto com determinada companhia aérea, acompanhar a evolução do ticket médio de uma rota ou reunir informações antes de negociar com um fornecedor. Segundo a VOLL, essa é a primeira plataforma de viagens corporativas do setor na América Latina operável por essas ferramentas, o que amplia o alcance da funcionalidade dentro do ecossistema de IA que as empresas já usam.

 

Perguntar em vez de procurar

A conexão entre as ferramentas de IA e os dados da plataforma VOLL é feita pelo Model Context Protocol (MCP), protocolo que permite a modelos de inteligência artificial acessar informações de sistemas externos de forma estruturada. É por meio do MCP que os dados de viagens e despesas da VOLL são apresentados diretamente no ChatGPT, Claude, Gemini ou Copilot, sem que o profissional precise abrir outra tela ou sistema.

A consulta não precisa estar prevista em um relatório. O gestor formula em linguagem natural o que deseja saber e recebe a informação correspondente aos dados aos quais tem acesso. Assim, questões específicas sobre gastos, rotas ou fornecedores não dependem da localização prévia de uma tela ou relatório.

Consultar os dados por uma dessas ferramentas de IA, porém, não amplia o acesso às informações corporativas.  porém, não amplia o acesso aos dados corporativos. A autenticação é individual e segue as mesmas permissões que o profissional já possui na plataforma. Quem não tem acesso aos gastos de determinado centro de custo, por exemplo, também não verá esses valores pela ferramenta de IA.

As empresas escolhem ainda quais bases entram nessa conexão, e as consultas ficam registradas em uma trilha de auditoria. Segundo a VOLL, os dados disponibilizados ao ChatGPT, ao Claude, ao Gemini e ao Copilot não são usados para treinar os modelos de inteligência artificial dessas empresas.

 

Quem decide o que a IA pode fazer

Além das consultas, a plataforma trabalha com diferentes níveis de autonomia. Cada empresa escolhe em quais situações o agente fica restrito ao acesso à informação, quando está autorizado a fazer uma recomendação e quais atividades poderá executar.

Uma passagem internacional, por exemplo, pode continuar dependendo da escolha do viajante, enquanto tarefas recorrentes e previsíveis admitem maior grau de automação. O gestor também mantém a opção de conduzir todas as etapas diretamente pela plataforma.

 

IA agêntica já é usada dentro da VOLL

A interação por linguagem natural já faz parte da gestão da própria VOLL. Luciano Brandão, CEO da companhia, conta que ele e outros líderes acompanham indicadores internos por meio de agentes de inteligência artificial. Vendas do dia anterior, evolução do NPS, índices de eficiência e resultados operacionais são consultados por conversa, sem depender de uma ferramenta tradicional de business intelligence.

A experiência interna serviu de referência para o desenvolvimento da solução agora oferecida aos clientes.

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