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Mineração reforça papel na economia do futuro

Tecnologia, infraestrutura e transição energética ampliam a demanda por minerais; Itaminas investe na modernização de suas operações para acompanhar esse cenário

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A mineração brasileira faturou R$ 298,8 bilhões em 2025, alta de 10,3% em relação ao ano anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). As exportações alcançaram US$ 46 bilhões, enquanto o saldo de US$ 37,6 bilhões da balança comercial mineral respondeu por 55% de todo o superávit comercial do país. O minério de ferro representou mais da metade da receita do setor e 63,3% das vendas externas.

O desempenho reforça o papel do Brasil como um dos principais fornecedores de minério de ferro e de outros recursos minerais para cadeias produtivas estratégicas em diferentes mercados.

A relevância da mineração vai além da extração de matérias-primas. O setor fornece insumos para a indústria, a infraestrutura e tecnologias que sustentam a transição energética e a transformação digital, além de movimentar uma ampla cadeia econômica.

Boa parte dessa atividade está concentrada em Minas Gerais, responsável por 39,9% do faturamento da mineração brasileira em 2025. É ali que atua a Itaminas, produtora de minério de ferro com mais de seis décadas de operação em Sarzedo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A empresa prevê investir R$ 1,5 bilhão entre 2024 e 2033 para ampliar sua capacidade produtiva e modernizar a operação. Entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões devem ser aplicados somente em 2026, com foco na melhoria da qualidade do minério e da eficiência operacional. A companhia já destinou cerca de R$ 300 milhões à expansão do projeto.

 

Da mineração ao cotidiano

A presença da mineração no cotidiano nem sempre é percebida porque os minerais estão incorporados a construções, equipamentos e produtos usados diariamente. A ligação aparece nas estruturas de casas, edifícios, escolas, hospitais, pontes e ferrovias. O minério de ferro dá origem ao aço utilizado nessas construções e também em automóveis, ônibus, máquinas agrícolas, eletrodomésticos e equipamentos médicos.

À medida que novas tecnologias se expandem, cresce também a demanda por minerais utilizados em sua fabricação e funcionamento.

A transformação digital também depende desses materiais. Data centers utilizam aço nas edificações, nos servidores, nos sistemas de refrigeração e na infraestrutura elétrica. A expansão da inteligência artificial exige instalações maiores, com elevada capacidade de processamento e consumo de energia.

Nas fontes renováveis, o aço está presente nas torres dos parques eólicos e nos suportes que sustentam os painéis solares. Minerais críticos como cobre, lítio, níquel e grafite são usados em cabos, baterias, motores e sistemas de armazenamento.

Na mobilidade elétrica, a demanda vai além das baterias. Carros, ônibus e trens utilizam aço, componentes eletrônicos, redes de recarga e novas estruturas de distribuição de energia. Na saúde, esses insumos estão em aparelhos de diagnóstico, instrumentos cirúrgicos, próteses, ambulâncias e na própria construção das unidades hospitalares.

"Muitas vezes as pessoas enxergam apenas a o resultado final, mas não percebem que pontes, hospitais, moradias e ferrovias dependem do aço, que é produzido a partir do minério de ferro. A mineração está no início dessa cadeia e, por isso, tem um papel importante no desenvolvimento da infraestrutura e na qualidade de vida das pessoas", afirma Thiago Toscano, CEO da Itaminas.

 

Uma cadeia que movimenta a economia

A mineração sustenta uma extensa cadeia produtiva que envolve empresas de engenharia, fabricantes de máquinas e equipamentos, transportadoras, laboratórios, prestadores de serviços, fornecedores de tecnologia e profissionais de diferentes áreas.

Os efeitos econômicos também se estendem aos municípios produtores. A demanda por transporte impulsiona a logística, a compra de equipamentos movimenta a indústria e a contratação de trabalhadores fortalece o comércio e os serviços locais.

A arrecadação de impostos e tributos da mineração chegou a R$ 103 bilhões em 2025, crescimento de cerca de 10%. Desse total, R$ 7,9 bilhões vieram da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), distribuída principalmente entre estados e municípios ligados à atividade.

Em Sarzedo, a Itaminas gera mais de 700 empregos diretos e cerca de 2 mil indiretos. Aproximadamente 85% dos colaboradores moram no município, fortalecendo a circulação de renda e a economia local.

 

Investimentos voltados ao futuro

O aumento da demanda por aço e por infraestrutura tem levado a mineração a investir em automação, monitoramento em tempo real, análise de dados e renovação de equipamentos para tornar as operações mais eficientes e seguras.

Na Itaminas, os recursos estão direcionados à modernização dos processos produtivos, à melhoria da qualidade do minério, ao fortalecimento da infraestrutura logística e ao aprimoramento da segurança operacional.

A expectativa é fortalecer a atuação da empresa em Minas Gerais e ampliar o atendimento à indústria siderúrgica. Os investimentos também devem impulsionar a contratação de fornecedores, prestadores de serviços e profissionais da região, ampliando os efeitos da atividade na economia local.

O avanço da inteligência artificial, da transição energética, da infraestrutura e de outras tecnologias reforça a importância de investimentos em inovação, logística e eficiência operacional para garantir o fornecimento de minerais essenciais às cadeias produtivas e acompanhar a evolução da indústria.