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Tecnologia amplia a demanda por recursos minerais

Campanha Mundo Sem Mineração, da Itaminas, mostra a presença dessas matérias-primas em setores como energia, mobilidade e infraestrutura

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A demanda por minerais usados em tecnologias de energia limpa deve dobrar até 2030, segundo projeção da Agência Internacional de Energia (IEA) que considera as políticas atualmente adotadas pelos países. Fontes renováveis, redes elétricas, veículos elétricos e sistemas de armazenamento estão entre as aplicações que exigirão volumes crescentes dessas matérias-primas.

Os recursos minerais também integram produtos e estruturas presentes no cotidiano. Estão em smartphones e computadores, equipamentos médicos, automóveis, trens e aviões, além da infraestrutura necessária para o funcionamento da inteligência artificial e das cidades.

Entre a extração e o produto final, porém, há diferentes etapas de processamento e transformação industrial. Quando um celular chega às mãos do consumidor ou um equipamento entra em operação em um hospital, as matérias-primas utilizadas em sua fabricação já percorreram diferentes etapas da cadeia produtiva e sua origem raramente é percebida.

A Itaminas, produtora de minério de ferro, lançou a campanha Mundo Sem Mineração a partir de uma provocação: se o mundo mudou, a percepção sobre a mineração também não deveria mudar? A iniciativa procura mostrar como a atividade mineral se relaciona com produtos, serviços e tecnologias presentes no dia a dia.

Principal plataforma da campanha, o site Mundo Sem Mineração propõe uma experiência interativa em que o público é convidado a imaginar como seria a vida sem a atividade mineral. A navegação parte de situações cotidianas, como o celular usado ao despertar, o transporte para o trabalho, os equipamentos de um hospital, a estrutura de uma escola e a energia que chega às casas, para mostrar a presença de matérias-primas que já não são percebidas no produto final.

“A mineração ainda é percebida, muitas vezes, como algo distante da vida das pessoas, quando acontece exatamente o contrário. Ela está no celular que usamos, na escola, no hospital, na energia, no transporte, na nossa casa e em grande parte das tecnologias que admiramos. O Mundo Sem Mineração nasceu para tornar essa presença visível de uma forma simples, humana e provocativa. Se o mundo mudou, a nossa maneira de perceber e valorizar a mineração também precisa mudar”, afirma Thais Silva, Superintendente de Comunicação da Itaminas.

 

Tecnologia depende de infraestrutura física

A inteligência artificial costuma ser associada ao ambiente digital, mas seu funcionamento exige uma estrutura formada por data centers, processadores, servidores, sistemas de refrigeração, redes de comunicação e fornecimento de energia. Recursos minerais estão presentes nos equipamentos e instalações que sustentam essa operação.

A geração de energia renovável também depende de estruturas físicas. Aerogeradores, painéis solares, redes de transmissão e sistemas de armazenamento utilizam diferentes matérias-primas minerais, assim como baterias e componentes empregados em veículos elétricos.

Na medicina, esses recursos aparecem em equipamentos de diagnóstico, instrumentos cirúrgicos, próteses e implantes, além da própria infraestrutura hospitalar. Na mobilidade, estão incorporados a automóveis, trens, aviões e embarcações e às pontes, pistas, ferrovias e terminais necessários para conectar pessoas e territórios.

As peças trazem mensagens como “Antes da conexão, existe mineração”, “Antes da inteligência artificial, existe mineração”, “Antes da energia limpa, existe mineração” e “Antes das cidades, existe mineração”.

Além do site, a campanha terá conteúdos em redes sociais, mídia exterior, rádio, ambientes corporativos e outros pontos de contato. As peças usam perguntas e situações cotidianas no lugar de explicações centradas nos processos técnicos da mineração.

 

Produção mineral enfrenta novas exigências

A presença dos recursos minerais em diferentes atividades econômicas convive com cobranças sobre a forma como eles são produzidos. Segurança, práticas ambientais, inovação, eficiência operacional e relação com pessoas e territórios estão entre as questões que acompanham a atividade.

A própria mineração vem incorporando novas tecnologias e mudanças nos processos produtivos. Para a Itaminas, falar sobre a importância das matérias-primas na economia exige incluir também os desafios do setor e as responsabilidades envolvidas em sua produção.

“Precisamos voltar a ter orgulho de contar essa história. Cada profissional da mineração pode ser um comunicador quando entende o impacto do seu trabalho e consegue conectá-lo à vida das pessoas. Não se trata de negar os desafios da atividade, mas de falar sobre eles com transparência e, ao mesmo tempo, mostrar a contribuição real da mineração para a sociedade. Queremos substituir distância por compreensão e desconhecimento por informação”, completa Thais.

A iniciativa também envolve os profissionais do setor. A Itaminas quer estimular quem trabalha na mineração a falar sobre sua atividade e a relação dela com produtos e serviços presentes na vida da população.

Para Thiago Toscano, presidente da empresa, temas que ocupam espaço crescente nas discussões sobre tecnologia e infraestrutura ainda são tratados muitas vezes sem referência às matérias-primas necessárias para viabilizá-los.

“Falamos diariamente sobre inteligência artificial, transição energética, mobilidade elétrica, digitalização e cidades inteligentes, mas nem sempre fazemos a conexão entre essas transformações e as matérias-primas necessárias para que elas aconteçam. Queremos provocar justamente essa reflexão. O mundo mudou profundamente e acreditamos que a forma como a sociedade compreende e discute a mineração também precisa evoluir”, afirma Toscano.

 

Mineração está no início da cadeia produtiva

A atividade mineral ocupa as primeiras etapas de cadeias que terminam em produtos muito diferentes entre si. Depois da extração, as matérias-primas seguem por processos industriais até serem incorporadas a componentes, equipamentos e estruturas, o que torna sua origem menos perceptível para o consumidor.

A Itaminas afirma que ampliar o conhecimento sobre a origem dos produtos não significa pedir que o público aceite uma determinada visão sobre o setor. A informação, segundo a empresa, também permite cobrar melhores condições de produção.

“Não queremos dizer às pessoas o que elas devem pensar sobre mineração. Queremos convidá-las a conhecer mais, fazer conexões e construir uma percepção a partir de informação. Quando entendemos de onde vêm as coisas que fazem parte da nossa vida, a conversa se torna mais completa. E uma sociedade que precisa de recursos minerais também tem todo o direito de exigir que eles sejam produzidos com responsabilidade”, completa Toscano.

A experiência termina com um exercício simples: olhar ao redor e identificar quantos objetos, equipamentos e estruturas presentes no cotidiano têm, em alguma etapa de sua produção, relação com a mineração.

Novas tecnologias, fontes de energia, meios de transporte e a infraestrutura das cidades continuam a demandar recursos minerais. Conhecer a origem dessas matérias-primas e as condições em que são produzidas é parte da discussão sobre o papel da mineração no futuro.