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BNDES retoma patrocínio esportivo após quase uma década

Apoio de R$60 milhões ao judô combina recursos incentivados e livres e mira o ciclo olímpico até 2028

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Após quase dez anos sem patrocinar modalidades esportivas, o BNDES anunciou seu retorno com um investimento recorde de R$60 milhões no judô brasileiro. O contrato, válido por quatro anos, foi firmado com a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e combina R$32 milhões via Lei de Incentivo ao Esporte, por meio do Ministério do Esporte, e R$28 milhões em recursos livres do banco.

O acordo marca uma retomada estratégica da atuação do banco no esporte, associando política pública, impacto social e retorno institucional à imagem. A escolha do judô passa por três dimensões consideradas centrais pelo BNDES: excelência esportiva, forte impacto social e ampla visibilidade. A modalidade é a que mais rendeu medalhas olímpicas ao Brasil e, ao mesmo tempo, mantém presença capilar em escolas, projetos sociais e comunidades em todas as regiões do país.

 

Judô como política pública e vitrine institucional

Com cerca de 2 milhões de praticantes, o judô permite ao banco apoiar tanto o alto rendimento quanto a formação cidadã de crianças e jovens, especialmente em contextos de vulnerabilidade social. Dessa maneira, a proposta reforça o entendimento do esporte como ferramenta de inclusão, disciplina e mobilidade social.

O patrocínio foi estruturado em duas frentes complementares. A primeira, de caráter social, utiliza recursos incentivados para fortalecer a base da modalidade, programas educacionais, inclusão e formação de atletas. A segunda frente é institucional, com ações de visibilidade que incluem transmissões, produção audiovisual, documentários, eventos e ativações com atletas.

Além de ampliar o alcance da marca BNDES, a parceria fortalece a associação dela com valores associados ao esporte, como educação, cooperação, superação e desenvolvimento humano, com foco no ciclo olímpico que culmina nos Jogos de Los Angeles, em 2028.