Hospital do Recife supera média nacional em indicadores assistenciais
Dados da ANS e do Observatório Anahp mostram o Real Hospital Português, do Recife, acima da média em segurança do paciente, infecção hospitalar e eficiência assistencial

Menor mortalidade, menos infecções hospitalares e atendimento mais rápido na emergência. Esses são alguns dos resultados que colocaram o Real Hospital Português (RHP), do Recife, acima da média nacional no novo levantamento divulgado pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). A nova edição do observatório reúne dados dos principais hospitais privados do país e é considerada uma das principais referências nacionais em desempenho assistencial.
Entre os destaques está a taxa de letalidade, um dos principais parâmetros de segurança assistencial avaliados pelo levantamento. No RHP, o resultado ficou praticamente 40% abaixo da média nacional. Enquanto a referência aponta cerca de sete ocorrências a cada mil pacientes, o hospital registrou aproximadamente quatro.
O levantamento também mostrou que o índice de eventos graves no hospital ficou cerca de 50% abaixo da média nacional registrada no estudo.

Segurança do paciente
Os indicadores reforçam o desempenho do hospital em segurança assistencial, resposta a situações críticas e prevenção de complicações durante a internação.
Outro dado analisado foi o atendimento de pacientes com infarto agudo do miocárdio. Enquanto a média dos hospitais avaliados aponta cerca de quatro mortes a cada 100 pacientes internados com infarto, o Real Hospital Português registrou menos de duas.
“O que esses números mostram é a consolidação de uma cultura assistencial voltada para segurança, monitoramento contínuo e resposta rápida”, afirma o diretor médico e assistencial do RHP, Noel Loureiro. “Por trás de cada indicador existe um paciente que recebeu atendimento no momento certo. É isso que faz diferença no desfecho clínico e na recuperação”, acrescenta o médico.

Taxas de infecção abaixo da média
Os indicadores ligados à prevenção de infecções hospitalares também ficaram abaixo da média observada entre os hospitais participantes do levantamento nacional.
Os casos de infecção urinária associados à assistência foram quase três vezes menores que a média registrada entre os hospitais avaliados. Já os índices relacionados à pneumonia hospitalar ficaram praticamente pela metade.
O hospital também apresentou taxa cerca de 35% menor em infecção de corrente sanguínea, um dos indicadores mais rigorosos de segurança hospitalar.
“Os protocolos de segurança são revisados continuamente. Existe um trabalho permanente de treinamento das equipes e identificação precoce de riscos”, explica Alexssandra Galdino, gerente do Núcleo de Segurança do Paciente do hospital.
Segundo ela, os resultados também refletem uma cultura de cuidado integrada entre médicos, enfermagem, equipes multiprofissionais e tecnologia. “Quando os processos funcionam de forma alinhada, o impacto aparece diretamente na segurança e na recuperação do paciente”, afirma.
Tempo de espera abaixo da média
Dados do Qualiss, Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar da ANS, mostram que o tempo médio de espera na emergência adulta do RHP foi inferior à metade da média nacional.
O paciente atendido no hospital pernambucano espera, em média, cerca de 13 minutos para atendimento, enquanto o indicador de referência se aproxima de meia hora.
Em situações graves, como infartos, AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais) e emergências clínicas, a rapidez no atendimento é considerada decisiva para aumentar as chances de recuperação.
Outro dado do Qualiss mostrou que o índice de pacientes que precisaram retornar ao hospital em até 30 dias após a alta foi inferior à metade da média nacional.
Segundo Noel Loureiro, os resultados são consequência da integração entre equipes assistenciais, tecnologia e protocolos clínicos. “Hoje, os hospitais mais bem avaliados do mundo trabalham orientados por dados. A diferença está na capacidade de transformar esses indicadores em melhoria prática para o paciente”, destaca.

Certificações em qualidade e segurança
Os resultados apresentados pelo Observatório Anahp se somam a uma série de certificações e reconhecimentos conquistados pelo RHP nos últimos anos.
O hospital possui acreditações nacionais e internacionais voltadas à qualidade e segurança assistencial, como a Joint Commission International (JCI); o selo PADI, voltado à excelência em diagnóstico por imagem; a certificação do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen); e a certificação da International Stereotactic Radiosurgery Society (ISRS), voltada para atestar a excelência do serviço de radiocirurgia do hospital, da qual é o único hospital brasileiro detentor.
O RHP também conta com a certificação UTI Top Performer, concedida pela Epimed, referência nacional em gestão de UTIs, a hospitais com alto desempenho em terapia intensiva.
