FIPA encerra edição com negócios e novas conexões
Maior feira industrial da Amazônia reuniu cerca de 40 mil visitantes em Belém e destacou resultados em crédito, geração de negócios e sustentabilidade

A XVII Feira da Indústria do Pará (FIPA 2026) encerrou sua programação com resultados acima das projeções iniciais em diferentes frentes, da geração de negócios aos indicadores ambientais.
Realizada entre os dias 20 e 23 de maio, no Hangar Centro de Convenções, em Belém, a maior feira industrial da Amazônia reuniu cerca de 40 mil visitantes ao longo de quatro dias de atividades e consolidou mais uma edição como um dos principais encontros voltados ao desenvolvimento do setor produtivo na região.
A feira também reuniu expositores de diversos segmentos da indústria, além de rodadas de negócios, iniciativas de acesso a crédito, debates técnicos e ações ligadas à sustentabilidade. Durante o evento, empresários, representantes do setor produtivo, autoridades públicas e visitantes circularam entre espaços voltados à inovação, ao empreendedorismo e ao desenvolvimento industrial.
Crédito e conexões impulsionam negócios
Os resultados ligados a negócios e financiamento também apareceram entre os destaques desta edição. Apenas durante a Rodada de Crédito foram concretizados R$ 350 mil em financiamentos para empresas participantes. A expectativa gerada a partir das conexões realizadas durante o evento ultrapassa R$ 5,35 milhões em novos financiamentos entre as 20 empresas participantes.
A FIPA 2026 também registrou uma iniciativa inédita ao reunir, pela primeira vez, todas as indústrias mantenedoras da Redes, iniciativa voltada à conexão entre empresas e fornecedores locais, em uma mesma rodada de negócios. A ação aproximou grandes empresas e fornecedores de oito municípios paraenses e promoveu mais de 320 interações empresariais qualificadas.
Resultados ambientais entram no balanço da feira
Além dos indicadores econômicos, os números ligados à sustentabilidade também chamaram atenção nesta edição. A Central de Reciclagem da FIPA retirou quase duas toneladas de resíduos dos aterros sanitários e alcançou índice de 92% de reciclabilidade, desempenho próximo ao registrado por grandes eventos nacionais.
O percentual supera, por exemplo, os 89% registrados pelo Conseguro 2025 e se aproxima dos 93% alcançados pelo Rock in Rio 2024, que destinou resíduos à reciclagem, valorização orgânica e energética. Os materiais coletados durante a feira serão reutilizados como matéria-prima pela indústria, reforçando iniciativas ligadas à economia circular e à redução de impactos ambientais.
Além disso, a programação evitou o descarte de mais de 36 mil copos plásticos, compensou 60,2 toneladas de CO₂ por meio de créditos amazônicos certificados e promoveu ações de educação ambiental entre os expositores.
Da grande indústria aos pequenos negócios
Entre os patrocinadores da XVII FIPA, a Vale destacou a feira como espaço de integração e fortalecimento da indústria amazônica. A empresa também ressaltou iniciativas ligadas à circularidade da mineração, com foco no reaproveitamento de resíduos minerais, alinhadas aos debates sobre inovação e sustentabilidade presentes na programação.
“É um prazer estar aqui participando desta Feira da Indústria, que está cada vez mais significativa, mais representativa, e que é um espaço de união, de trocas, que fortalece cada vez mais nossa indústria”, afirmou Ana Carolina Alves, diretora de relacionamento institucional da Vale.
Conexão entre empresas e desenvolvimento local
Outro patrocinador da feira, o Sebrae também destacou o papel do evento na conexão entre grandes empresas e pequenos fornecedores locais. Segundo Rubens Magno, diretor-superintendente do Sebrae Pará, a cadeia produtiva depende da integração entre negócios de diferentes portes.
“Uma grande indústria sempre depende de pequenos negócios organizados. Existe uma cadeia muito grande até a produção final acontecer”, afirmou.
Segundo ele, ao longo de suas 17 edições, a FIPA tem contribuído para fortalecer a indústria no estado, especialmente entre micro e pequenas empresas ligadas à bioeconomia, considerada um dos setores estratégicos para o Pará, além de ampliar oportunidades em rodadas de negócios, apresentação de produtos e novas parcerias.
A programação também atraiu visitantes de diferentes regiões do Pará, incluindo grupos ligados a iniciativas educacionais e ao empreendedorismo, reforçando a abrangência da feira e o alcance das discussões ligadas à indústria, inovação e desenvolvimento regional.
Desenvolvimento e perspectivas para o setor
No encerramento da feira, o governador do Pará, Helder Barbalho, destacou o papel da indústria para o desenvolvimento econômico do estado e definiu a FIPA como uma vitrine da diversidade produtiva paraense.
“É uma extraordinária oportunidade de conhecer a diversidade produtiva do nosso estado, de gente que acredita no Pará, que investe, que gera emprego, que gera renda e que permite com que este estado possa hoje ser a alavanca da Amazônia”, afirmou.
Visitando a programação, o ex-ministro das Cidades Jader Filho afirmou que a diversidade de iniciativas apresentadas durante o evento evidencia o crescimento da indústria paraense.
“É nítido quando você vê a diversidade de produtos e de ideias que estão surgindo. O sucesso da economia do Pará está diretamente ligado ao sucesso do setor produtivo”, disse.
Ambiente de negócios e parcerias
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, também destacou a aproximação entre setor produtivo e poder público como elemento para ampliar investimentos e fortalecer o ambiente de negócios no estado.
“Nós temos muito orgulho de encerrar a 17ª edição comemorando e festejando esse ambiente de negócios que melhora a cada dia”, afirmou.
A XVII FIPA é uma realização do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), em parceria com Sebrae e patrocínio das empresas Hydro, Vale, Alcoa, Prefeitura de Barcarena, Sicredi, Elis Circular, Ligga e Mineração Rio do Norte (MRN), com apoio de instituições públicas e privadas ligadas ao desenvolvimento econômico e industrial.
