FED corta 0,5 ponto dos juros americanos em resposta ao Coronavírus


Do CNN Brasil Business, em São Paulo
03 de março de 2020 às 12:39 | Atualizado 15 de março de 2020 às 17:17

O Federal Reserve Board (FED) anunciou nesta terça-feira (3) que realizará um corte de 0,5 ponto percentual na taxa de juros norte-americana. Com isso, as taxas agora se encontram entre 1% (mínima) e 1,25% (máxima).

A medida surge como uma reação aos efeitos do coronavírus e foi tomada de maneira extraordinária, já que não havia reunião de política monetária agendada para hoje. 

Na nota em que comunica a decisão, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) garante que a economia dos Estados Unidos continua fundalmente sólida, mas que o surto de Coronavírus pode interferir na estabilidade do mercado local.

dolar

Coronavírus provoca queda na taxa de juros norte-americana (02.Mar.2020)

Crédito: Guadalupe Pardo/Reuters

 

A decisão do FED fez com que as bolsas voltassem a operar no azul. O índice S&P 500, que lista as maiores ações em valor cotadas nas bolsas americanas, estava em alta de 0,4% após iniciar o dia em queda. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, saiu do vermelho e subiu para 1,65% por volta das 12h30.

 

O movimento do FED está em consonância com diversos outros bancos centrais ao redor do mundo. Na madrugada desta terça, as instituições financeiras da Austrália e da Malásia cortaram os juros. Outros bancos centrais, como o da Inglaterra e o do Japão, já acenaram que devem fazer realizar mudanças em suas políticas em breve.

 

A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, havia afirmado na segunda (2) que o BCE está monitorando de perto o coronavírus e que estão prontos para tomar “medidas apropriadas e direcionadas”.

 

O coronavírus já infectou mais de 90 mil pessoas ao redor do mundo e matou outras 3 mil. Como a doença está se espalhando muito rápido, diversos serviços estão sendo deixados de serem prestados. Isso está afetando diretamente as expectativas econômicas. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), considerada o clube dos países ricos, reduziu a expectativa de expansão da economia global neste ano de 2,9% para 2,4%.