Dólar fecha em R$ 4,48 e atinge novo recorde nominal; Ibovespa sobe 0,15%


14 de março de 2020 às 16:05
Pilha de dólares; moeda americana atinge valor recorde no Brasil

Com ameaça do coronavírus, dólar tem renovado recorde nos pregões da Bolsa de São Paulo

Crédito: Guadalupe Pardo/Reuters (14.10.2015)

O dólar bateu novo recorde histórico nominal nesta sexta-feira (28): R$ 4,48, com valorização de 0,13%. Apesar da contínua desvalorização do real frente à moeda americana, o principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, fechou o pregão em alta de 0,15%  primeiro resultado positivo após duas fortes quedas nos últimos dias (baixas de 2,59% na quinta-feira e 7% na véspera).

O giro financeiro da B3, a Bolsa de São Paulo, ao fim do dia somou R$ 34 bilhões, com a chegada do Ibovespa aos 103.134,03 pontos.

Das ações com maior peso no índice, o ITUB4 (Itaú Unibanco) subiu 2,03%, enquanto o BBDC4.SA (Bradesco) teve ganho de 1,84%. Outros papéis de bancos tiveram aprecição: o BBAS3.SA (Banco do Brasil) teve apreciação de 1,2% e o SANB11.SA (Santender Brasil) ganhou 1,88%.

Novo recorde do dólar

O dólar voltou a bater seu recorde nominal desde o início do Plano Real, fechando o dia a R$ 4,48. A moeda chegou a superar R$ 4,51 durante o dia, mas fechou mais perto das mínimas, acompanhando a melhora de sinal em Nova York e no Ibovespa após o presidente do banco central dos EUA sinalizar que o órgão está pronto para proteger a economia americana.

Fevereiro termina marcado por recordes sequenciais para a moeda norte-americana no Brasil. O dólar teve a maior alta para o mês desde 2015 e, após o pregão de hoje, engatou a oitava sessão consecutiva de ganhos — sequência mais longa desde 2005. Em janeiro de 2020, a moeda já havia disparado 6,80%.

O câmbio foi impactado pela percepção maior de risco no mundo por causa da epidemia de coronavírus. Há também agravantes nacionais, como a piora nas expectativas para a economia, maiores chances de novos cortes de juros, entendimento de que o governo e o Banco Central desejam um dólar mais apreciado e ruídos políticos.

Desde quarta-feira (26), a cotação saltou 2%, depois de ter subido 2,14% na semana anterior.

No acumulado de 2020, o dólar tem alta de 11,67%. Dentre 33 outras moedas, o dólar só subiu mais neste período contra o rand sul-africano (+12%). (Com Reuters)